


Representada por Maíra Nobre, associação participou de debate sobre a transformação de pesquisas acadêmicas em soluções e novos empreendimentos
A Anprotec participou do StartUFPI 2026, realizado nos dias 17 e 18 de setembro pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), com uma contribuição ao debate sobre como transformar conhecimento científico em inovação e novos negócios. A diretora de Redes e Associados da entidade, Maíra Nobre, representou a associação no Painel Transferência de Tecnologia, realizado na tarde do primeiro dia. A atividade contou também com Juliana Melo, CEO da GetIN Aceleradora, e mediação de Anderson Soares, da Fundação Cultural e de Fomento à Pesquisa, Ensino, Extensão e Inovação (FADEX). A participação da Anprotec integrou a programação do evento.
Promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da UFPI, o encontro teve como tema “Transformando Inovação em Impacto Sustentável” e reuniu pesquisadores, estudantes, empreendedores e instituições parceiras. A programação articulou discussões sobre propriedade intelectual, empreendedorismo acadêmico e aproximação entre universidade e setor produtivo. Confira a cobertura da UFPI.
Em sua apresentação, Maíra abordou os mecanismos de geração de empreendimentos na transferência de tecnologia, destacando a contribuição das incubadoras, aceleradoras, parques tecnológicos e hubs de inovação para aproximar a pesquisa de suas aplicações no mercado e na sociedade. Esse apoio envolve etapas como identificação de oportunidades, desenvolvimento de provas de conceito e protótipos, modelagem de negócios, conexão com empresas e captação de recursos.
“Transformar uma pesquisa em uma solução que chegue à sociedade exige continuidade: desenvolver a tecnologia, compreender quem pode utilizá-la e construir caminhos para sua aplicação. Incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos contribuem para esse percurso ao apoiar os pesquisadores e conectar seus projetos a empresas, investidores e parceiros. Para a Anprotec, fortalecer a articulação desses ambientes com as universidades e os Núcleos de Inovação Tecnológica é essencial para ampliar as oportunidades de criação de empreendimentos e de desenvolvimento regional”, afirma Maíra Nobre.
O painel discutiu a criação de spin-offs acadêmicas — empresas originadas de pesquisas desenvolvidas nas instituições científicas e tecnológicas —, a maturidade das tecnologias e a validação de mercado. Também abordou a importância de uma atuação integrada entre Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), incubadoras, aceleradoras, fundações de apoio, pesquisadores e empresas. A proteção da propriedade intelectual foi tratada como parte de um processo que demanda desenvolvimento tecnológico e aproximação com potenciais parceiros para viabilizar a aplicação dos resultados de pesquisa.
Outro ponto do debate foi a formação dos profissionais responsáveis pela transferência de tecnologia. A atividade ressaltou a necessidade de reunir competências em negociação, avaliação de tecnologias, prospecção e relacionamento com o setor produtivo, além de conhecimentos jurídicos e financeiros. No contexto da UFPI, foram destacados o Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia (NINTEC) e o Avexa Hub como estruturas de aproximação entre a comunidade acadêmica e as empresas.
Além dos painéis e palestras, o StartUFPI contou com uma Feira das Startups e a premiação de sete projetos no Desafio StartUFPI 2026. As atividades conectaram o debate sobre transferência de tecnologia a experiências de empreendedorismo acadêmico, com propostas em áreas como engenharia, saúde, ciências biológicas e educação financeira.
