

Nova estrutura fortalece o ecossistema de inovação da UFRJ e cria condições para transformar pesquisas em protótipos, produtos e novos negócios

Roberto Medronho, Caroline da Costa e Romildo Toledo inauguram o Parque Maker II, nova estrutura do Parque Tecnológico da UFRJ criada para apoiar o desenvolvimento de tecnologias, protótipos e soluções inovadoras com potencial de impacto econômico e social. Foto: Dilvulgação
O Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou, nesta segunda-feira (23/6), o Parque Maker II, novo espaço voltado ao desenvolvimento de tecnologias, prototipagem e pesquisa aplicada. Com a nova estrutura, o Parque amplia sua capacidade de receber empresas e organizações de base científica e tecnológica, fortalecendo a conexão entre a produção de conhecimento e sua transformação em produtos, serviços e soluções para a sociedade.
O novo prédio agrega três módulos de galpão de 100 metros quadrados e oito laboratórios de 50 metros quadrados, concebidos para atender diferentes etapas do desenvolvimento tecnológico. A estrutura foi projetada para reduzir a distância entre a pesquisa realizada nos laboratórios e sua aplicação prática, oferecendo condições para que ideias e descobertas avancem até a fase de prototipagem e desenvolvimento de produtos.
A cerimônia contou com a participação do reitor da UFRJ, Roberto Medronho; do diretor-executivo do Parque Tecnológico da UFRJ, Romildo Toledo; da presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Caroline da Costa; além de representantes de instituições parceiras e órgãos de fomento à inovação.
Para Medronho, o Parque Maker II reforça o papel estratégico da UFRJ na produção de conhecimento e no desenvolvimento de soluções para os desafios do país. “Essa inauguração representa um espaço fundamental dedicado à conexão entre ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo, visando ao desenvolvimento social e econômico do nosso país”, disse
O reitor destacou que o novo ambiente foi concebido para apoiar a transformação de ideias em protótipos e de protótipos em produtos capazes de melhorar a vida da população. “Não existe desenvolvimento social e econômico sem ciência. Todos os grandes avanços da humanidade ocorreram graças à pesquisa e à produção de conhecimento. O que precisamos agora é dar um passo além e transformar esse conhecimento em produtos e serviços que resolvam os problemas da sociedade”, argumentou Medronho.
Ele também ressaltou que o fortalecimento de ambientes de inovação é fundamental para ampliar a soberania tecnológica do país.“Hoje, a soberania nacional passa necessariamente pela capacidade de desenvolver tecnologias próprias para enfrentar nossos desafios. Precisamos produzir conhecimento, inovação e soluções capazes de responder às demandas da população brasileira”, observou.
Durante a inauguração, Romildo Toledo destacou que o novo espaço representa mais um passo na consolidação do ecossistema de inovação construído no Parque Tecnológico da UFRJ. “O que estamos construindo aqui não é apenas um conjunto de edificações. Estamos construindo capacidade nacional de inovação, produzindo tecnologia e transformando conhecimento em desenvolvimento econômico”, afirmou.
Segundo ele, os investimentos realizados nos últimos anos têm ampliado significativamente a capacidade do Parque. Toledo salientou a chegada de novos centros de pesquisa, a ampliação das áreas de inovação e a criação de ambientes voltados à sustentabilidade, cultura e convivência. Somados, os projetos em andamento e já executados representam cerca de R$ 1,3 bilhão em investimentos.
O diretor-executivo apontou ainda o crescimento do ecossistema instalado no Parque. O número de profissionais atuando nas empresas e instituições residentes passou de cerca de 1.800 para 2.500 pessoas nos últimos anos, incluindo mais de 700 profissionais dedicados diretamente à inovação.
A presidente da Faperj, Caroline da Costa, frisou a importância da articulação entre universidades, setor produtivo e instituições públicas para impulsionar o desenvolvimento econômico do estado. “São espaços como este que fortalecem a inovação e contribuem diretamente para o desenvolvimento econômico do Rio de Janeiro. Quando unimos academia, empresas, governo e agências de fomento, criamos condições para que a ciência gere resultados concretos para a sociedade”, afirmou.
O Parque Maker II foi concebido para atender empresas, startups e organizações que necessitam de infraestrutura especializada para pesquisa aplicada, prototipagem e fabricação de tecnologias.
O espaço conta com três módulos de galpão, com 100 metros quadrados e pé-direito de seis metros, destinados ao desenvolvimento e à fabricação de produtos tecnológicos, além de oito laboratórios de 50 metros quadrados voltados à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias de maior complexidade.
As empresas residentes também terão acesso à infraestrutura e aos serviços oferecidos pelo Parque Tecnológico da UFRJ, incluindo conexão com pesquisadores e laboratórios da Universidade, apoio à cooperação entre academia e setor produtivo, mediação com fundações de apoio à pesquisa, segurança patrimonial, manutenção, internet, estacionamento e ações de divulgação institucional.
Com 350 mil metros quadrados dedicados à inovação, o Parque Tecnológico da UFRJ reúne empresas, startups, centros de pesquisa e instituições de referência, consolidando-se como um dos principais ambientes de inovação do país e um dos maiores ecossistemas de integração entre ciência, tecnologia e mercado da América Latina.
Além do reitor Roberto Medronho, de Romildo Toledo e de Caroline da Costa, participaram da mesa de abertura da cerimônia de inauguração Maurício Guedes (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços); Damian Marzullo (Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro); Antonio Alvarenga (Sebrae Rio); Carla Giordano (Firjan); Rodrigo Acioli (Finep); e Vanessa Almeida (BNDES).

Foto: Sonia Toledo (SGCOM)