Na manhã desta quarta-feira (2/4), a Anprotec e a Gröwnt deram início à série de capacitações exclusivas para associados, com o tema Lei de Informática. O encontro online marcou a primeira etapa da trilha que ainda abordará a Lei do Bem (8/4) e o Fomento Direto (29/4).
A abertura contou com a participação de Maíra Nobre, diretora da Anprotec, que destacou a importância da parceria com a Gröwnt e a relevância do tema para os ambientes de inovação: “É fundamental que os nossos associados conheçam e utilizem os mecanismos disponíveis para impulsionar seus projetos e os de suas empresas residentes. Essa trilha representa um avanço importante nesse sentido.”
O conteúdo da primeira capacitação foi conduzido por Sofia Falco, especialista em Lei de Informática da Gröwnt, com contextualização de Cristiano Vicente, head de Inovação da empresa. Durante o encontro, os participantes puderam conhecer os fundamentos e oportunidades práticas da Lei de Informática, que oferece benefícios fiscais para empresas que investem em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) no setor de TIC — e, cada vez mais, em cadeias produtivas ampliadas.
“Nosso objetivo com essa capacitação é mostrar que muitas empresas elegíveis não estão acessando os benefícios que a Lei de Informática oferece. Isso precisa mudar, e os ambientes de inovação têm papel estratégico nessa transformação”, afirmou Cristiano Vicente.
Sofia Falco trouxe diversos exemplos de setores que podem ser contemplados pela legislação, mesmo que não sejam tradicionalmente ligados à indústria de hardware. “Hoje falamos de equipamentos médicos, sistemas de iluminação inteligente e automação industrial. Muitos desses produtos possuem capacidade de armazenamento e processamento de dados, e isso os torna elegíveis”, explicou. Segundo a especialista, é possível até pensar em ampliar o entendimento da norma, tratando-a como uma ‘Lei de Hardware Inteligente’, considerando os avanços na digitalização industrial.
Além disso, foi destacado durante a apresentação a possibilidade de incubadoras e hubs de inovação se credenciarem junto ao CATI (Comitê da Área de Tecnologia da Informação), tornando-se aptos a atuar diretamente com projetos incentivados pela Lei de Informática. Essa possibilidade amplia o protagonismo dos ambientes de inovação na articulação de projetos, no apoio às empresas residentes e na atração de novos parceiros estratégicos.
Outro ponto relevante foi a ênfase nas oportunidades para empresas vinculadas aos ambientes de inovação atuarem como prestadores de serviços em projetos de PD&I. Startups, incubadoras e hubs de inovação podem desenvolver projetos sob demanda para empresas beneficiárias da Lei de Informática, contribuindo com componentes, subsistemas, testes de produto, testes de serviço e técnicas de simulação. Essa atuação pode integrar o portfólio de investimentos da empresa habilitada e ampliar a inserção dos ambientes de inovação nas cadeias de valor industrial.
A Lei de Informática, nesse contexto, deixa de ser um benefício exclusivo da indústria eletrônica tradicional e passa a ser uma ferramenta estratégica de política industrial, com potencial para impactar positivamente todo o ecossistema.
Próximos encontros da trilha de capacitação Anprotec-Grownt:
As capacitações são exclusivas para associados adimplentes da Anprotec. Inscrições e mais informações serão disponibilizadas no site e nas redes da Anprotec.