Parque Tecnológico é uma instituição que promove ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo por meio de ações planejadas e estruturadas e que congregam empresas e instituições acadêmicas, como universidades e ICT´s, e que podem contar com apoio de programas governamentais dentro do conceito da tríplice hélice.

Um elemento essencial de um parque tecnológico é a existência de um ambiente físico composto por espaços para a instalação de empresas, universidades e ICT´s, incubadora de empresas e negócios, centros de serviços, eventos e convivência, infraestrutura laboratorial e arranjos diversos que atuem de modo sinérgico para a realização, de forma integrada e cooperativa, de projetos e atividades de desenvolvimento tecnológico, inovação e empreendedorismo.

A participação da entidade de gestão do parque tecnológico é fundamental para criar ações e programas estruturados e planejados, visando incrementar a integração e a cooperação entre as instituições.

Como resultado, é esperado que, por meio dos projetos de inovação, se utilizem os conhecimentos desenvolvidos na academia para a geração de novos produtos, serviços e processos, que cheguem ao mercado através de empresas, criando empregos de elevada qualificação, renda e tributos.

Assim, reveste-se de grande importância o apoio ao estabelecimento, expansão e melhorias desses ambientes físicos, à criação e consolidação de processos de gestão dos parques e de acompanhamento das empresas e instituições a eles vinculados, aos processos de capacitação, certificação e internacionalização das empresas, e à realização de integração universidade-empresa.

Do ponto de vista de sua maturidade, um parque tecnológico pode se encontrar em uma das diversas fases pelas quais deverá passar ao longo de sua implantação e operação, que se inicia com os estudos de concepção, depois a implantação propriamente dita, operação inicial e, posteriormente, a operação plena, chegando à fase de consolidação e expansão. Essas fases demandam planejamento, organização, ações, tempo e recursos financeiros e econômicos.

É de se esperar que, a partir do momento que entra em operação efetiva, um parque leve ainda alguns anos para atingir a operação plena, com todas as funções testadas e validadas. A partir de então, após sua consolidação, ele pode enfrentar, de forma mais robusta e com menores riscos, os projetos de expansão, quando já se pode declarar a sua consolidação.

Um parque tecnológico, para ser qualificado como em operação, deverá apresentar um conjunto de elementos mínimos, tais como:

  • Ambiente físico com espaços para instalação de empresas de todas as dimensões e instituições acadêmicas, como universidades e ICTs;
  • Empresas efetivamente instaladas desenvolvendo projetos de P,D&I;
  • Universidades desenvolvendo atividades acadêmicas, como cursos de graduação, pós-graduação e pesquisa;
  • Projetos de P,D&I sendo desenvolvidos em parceria entre empresas e universidade e/ou ICTs.

Assim, Parque Consolidado é aquele que já está em operação efetiva, há pelo menos cinco anos, tenha instalado os elementos básicos, mencionados acima, e tenha um reconhecimento institucional na cidade ou região onde está instalado.

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Líder Temático: Elso Alberti Junior

Atualmente é Diretor de Desenvolvimento de Negócios do Parque Tecnológico São José dos Campos, onde trabalha desde outubro de 2012 e já ocupou, durante cinco anos, o cargo de Diretor Técnico e de Operações. É formado em Engenharia Aeronáutica (1980) pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com pós-graduação em Administração de Empresas pela FGV (1993). Com aproximadamente 40 anos de experiência profissional, também já atuou como Diretor de Programas de P&D na Vale Soluções em Energia, Diretor de Projetos e Contratos na Wobben Windpower, e Diretor Industrial e de Engenharia na Avibras Aeroespacial. Nessas empresas, Elso atuou no desenvolvimento de negócios e na concepção e no desenvolvimento de novos produtos e sistemas com tecnologia de ponta para os setores de defesa, aeronáutico, espacial e de energia.