



O Ministério das Relações Exteriores publicou o Relatório do Programa Diplomacia da Inovação (PDI) 2025, que reúne os principais resultados da iniciativa voltada à internacionalização da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) dos ecossistemas brasileiros. O programa busca fortalecer a imagem do Brasil como uma nação inovadora e fomentar conexões estratégicas entre atores nacionais e internacionais.
No período analisado, foram realizadas 183 iniciativas, entre seminários e conferências, ações de mobilização da diáspora brasileira, participações em feiras tecnológicas, missões de startups e outras atividades voltadas à promoção internacional da inovação brasileira.
Segundo o documento, o programa foi criado a partir da identificação de um hiato de conhecimento entre a percepção de agentes externos e a real capacidade de produção tecnológica do Brasil, fator que impacta negativamente a atração de investimentos, a inserção de produtos inovadores e a projeção internacional do país.
A Anprotec atua como parceira do PDI em iniciativas específicas voltadas à internacionalização dos ambientes de inovação brasileiros, com destaque para as Missões Internacionais da Anprotec. O relatório oferece subsídios relevantes para os atores do ecossistema brasileiro de inovação, ao mapear oportunidades de conexão internacional e apresentar tendências da promoção tecnológica conduzida pela rede diplomática.
Para Luís Gustavo Peles, gerente de operações e projetos da Anprotec, o crescimento do programa demonstra o fortalecimento da articulação internacional dos ecossistemas brasileiros de inovação. “O Programa Diplomacia da Inovação tem desempenhado um papel fundamental na aproximação entre os ecossistemas brasileiros e atores estratégicos internacionais. Os resultados de 2025 mostram não apenas a ampliação das iniciativas e parcerias, mas também o reconhecimento crescente do potencial inovador do Brasil no cenário global”, destaca.
Para acessar o documento na íntegra, consulte o Relatório do Programa Diplomacia da Inovação 2025.
Criado em 2017, o Programa Diplomacia da Inovação passou de 6 iniciativas para 183 atividades realizadas em 2025. Esse crescimento expressivo está relacionado, entre outros fatores, à participação de 69 embaixadas, consulados e escritórios de representação no último ano. Desde 2019, a execução orçamentária do programa está acima de 90% do orçamento alocado.
Em relação aos segmentos tecnológicos contemplados, o PDI vem priorizando agendas temáticas voltadas a setores estratégicos para o Brasil, como Inteligência Artificial (20,8%), Biotecnologia (8,7%), Healthtech (5,5%), Tecnologias da Comunicação (5,5%) e Agritech (3,8%), entre outros. As atividades multissetoriais, que representavam 64% em 2024, caíram para 51,4% em 2025, o que indica tendência de especialização das iniciativas.
Paralelamente, o programa também realiza o mapeamento de ambientes promotores de inovação em diferentes regiões do mundo. Em 2025, foram produzidos ou atualizados 21 mapeamentos, que abrangem 81 ecossistemas no total, crescimento significativo em comparação a 2022 (22 ecossistemas).
Ao longo de 2025, o Programa Diplomacia da Inovação realizou 183 atividades voltadas ao fortalecimento dos ecossistemas brasileiros de inovação e à promoção da imagem do Brasil como país inovador perante atores internacionais.
As ações concentraram-se, principalmente, em seminários e conferências (52), mobilizações da diáspora brasileira (22), participações em feiras tecnológicas (19), webinários (15) e missões de startups (13). Em termos geográficos, a maior parte das iniciativas ocorreu na Europa (42%), seguida pela América do Norte (23%), Ásia (17%), América Latina (14%) e Oriente Médio (4%). Os postos com maior número de atividades executadas foram Barcelona (26), São Francisco (16) e Tóquio (10).
Em 2026, o Programa Diplomacia da Inovação segue ampliando seu alcance, com 289 propostas aprovadas para execução no ano, número superior às 263 propostas registradas em 2025. As iniciativas envolverão 58 postos em diferentes regiões do mundo.
No âmbito geográfico, o programa busca equilibrar sua atuação entre mercados tradicionais, como Europa e América do Norte, e ecossistemas emergentes, especialmente na América Latina, Ásia e Oriente Médio. Observa-se aumento percentual de propostas aprovadas para postos na Ásia e na África em comparação com o ano anterior.
Em relação às temáticas, as propostas abrangem uma ampla variedade de assuntos, desde agendas globais, como inteligência artificial, healthtech e tecnologias ambientais, até setores promissores, como jogos eletrônicos e tecnologias quânticas, em alinhamento com as prioridades da política externa brasileira para CT&I.
O Programa Diplomacia da Inovação (PDI) reúne as atividades de promoção tecnológica desenvolvidas pelos postos do Ministério das Relações Exteriores no exterior, conduzidas por embaixadas, consulados e escritórios de representação do Brasil.
As iniciativas são orientadas por três missões institucionais: promover a imagem do Brasil como uma nação inovadora; fomentar conexões entre parceiros brasileiros e estrangeiros; e engajar agentes dos ecossistemas brasileiros de inovação em processos de internacionalização.
Para mais informações, acesse o site da Diplomacia da Inovação.