Encerramento da 36ª Conferência Anprotec reconhece ambientes de inovação certificados no Cerne

Na cerimônia de encerramento, em Manaus, 17 incubadoras, aceleradoras e mecanismos de inovação de todo o país foram reconhecidos pela conquista da certificação, do Cerne 1 ao Cerne 4, nível máximo de maturidade do modelo.

Manaus (AM) — A cerimônia de encerramento da 36ª Conferência Anprotec teve um de seus momentos mais simbólicos ao reconhecer os ambientes de inovação que conquistaram a certificação Cerne ao longo do último ciclo. Ao subir ao palco, incubadoras, aceleradoras e programas de inovação de diferentes regiões do país traduziram, na prática, o tema que a Conferência propôs em Manaus: a consolidação de ecossistemas depende de ambientes de inovação fortes, maduros e capazes de operar, com método e resultados, as agendas de ciência, tecnologia e inovação.

Desenvolvido pela Anprotec em parceria com o Sebrae, o Cerne (Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos) é a principal referência nacional para a gestão de ambientes de inovação. Longe de ser um selo protocolar, o modelo organiza um conjunto de boas práticas em quatro níveis crescentes e cumulativos de maturidade: cada nível incorpora e amplia as conquistas do anterior, marcando a evolução do ambiente na capacidade de gerar, sistematicamente, empreendimentos inovadores de sucesso. Reconhecer os certificados é, portanto, reconhecer instituições que escolheram profissionalizar sua gestão e transformar processos em resultados concretos para quem empreende.

Cerne 1: a base que estrutura o apoio ao empreendedor

O primeiro nível concentra os processos diretamente ligados ao desenvolvimento dos empreendimentos, organizados a partir de cinco eixos: empreendedor, tecnologia, capital, mercado e gestão. Certificar-se no Cerne 1 significa ter estruturado, com consistência e registros confiáveis, todo o percurso que vai da prospecção e seleção à graduação das empresas apoiadas. Foram reconhecidas neste nível:

  • Incubadora da Universidade Estadual de Goiás (UEG)
  • Incubadora de Empresas da CDTECH – UFAM
  • Incubadora de Base Tecnológica Conectar
  • Incubadora Horizonte Ambiente Empreendedor (HAE) – FAHOR

Cerne 2: a gestão estratégica orientada a resultados

No segundo nível, o foco se desloca do empreendimento para o próprio mecanismo de inovação. As instituições passam a adotar a gestão estratégica orientada a resultados, ampliar seus limites de atuação e avaliar sistematicamente o próprio desempenho. É o passo em que a incubadora deixa de apenas apoiar empresas e passa a se gerir como uma organização madura. Alcançaram o Cerne 2:

  • Incubadora Tecnológica do Campus Natal Zona Norte (ITZN)
  • IF FOR BUSINESS – Incubadora de Empresas do IF Goiano
  • Incubadora do IFAM – Ayty
  • INTEGROW
  • IPT OpenTech

Cerne 3: a articulação em rede e o impacto no ecossistema

O terceiro nível é o do transbordamento: aqui, o ambiente de inovação assume plenamente seu papel de articulador do ecossistema, com relacionamento institucional consistente, atuação em rede, desenvolvimento colaborativo e responsabilidade social e ambiental. A infraestrutura física dá lugar à conexão como principal ativo. Conquistou o Cerne 3:

  • Incubadora Tecnológica da UNISC (ITUNISC)

Cerne 4: o mais alto grau de maturidade

No nível máximo, a partir de tudo o que foi construído nas etapas anteriores, o ambiente atinge maturidade para consolidar seu sistema de gestão da inovação: além de gerar empreendimentos, gerir-se com eficácia e articular redes, passa a inovar nos próprios processos e a atuar em escala internacional. Por representar o topo da escada de maturidade do Cerne, o grupo de certificados neste nível merece destaque especial:

  • Incubadora de Base Tecnológica do Centro de Empreendimentos em Informática (CEI) – UFRGS
  • WIT Incubadora Tecnológica
  • CRIATEC – Incubadora de Empresas de Inovação Tecnológica
  • Incubadora Santos Dumont
  • ITNC – Incubadora Tecnológica Natal Central
  • Programa de Incubação da Fundação EDUCERE
  • Programa de Aceleração de Startups do BH-TEC

Uma fotografia da maturidade do ecossistema brasileiro

O conjunto de certificados diz muito sobre o momento do país. A presença de incubadoras universitárias e de institutos federais ao lado de programas de aceleração e de mecanismos ligados a institutos de pesquisa mostra que o Cerne se firma como linguagem comum de qualidade entre formatos distintos de ambientes de inovação — movimento que a atualização mais recente do modelo reforça, ao reconhecer explicitamente parques, aceleradoras e hubs sob o conceito de “mecanismo de inovação”. A distribuição geográfica dos contemplados, de várias regiões do Brasil, e a presença de instituições sediadas no próprio Amazonas reforçam, ainda, a mensagem que a Conferência quis deixar em Manaus.

A cada certificação reconhecida no palco, a Anprotec reafirma o essencial: mais do que um atestado, o Cerne é um compromisso permanente com a melhoria contínua. A Associação parabeniza todas as instituições certificadas e as equipes que tornaram a conquista possível, e celebra o que esse reconhecimento representa para o fortalecimento dos ambientes de inovação como protagonistas do desenvolvimento científico, tecnológico e econômico do país.

Sobre a Conferência Anprotec 2026

A 36ª Conferência Anprotec de Empreendedorismo e Ambientes de Inovação acontece de 29 de junho a 2 de julho, em Manaus (AM), com o tema “Consolidando Ecossistemas: Empreendedorismo Inovador para a Economia do Futuro”. A edição é realizada pela Anprotec em parceria com o Sebrae, com organização local da Fundação Paulo Feitoza (FPFTech) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).