{"id":63742,"date":"2026-06-30T13:12:46","date_gmt":"2026-06-30T16:12:46","guid":{"rendered":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/?p=63742"},"modified":"2026-07-06T13:14:11","modified_gmt":"2026-07-06T16:14:11","slug":"painel-da-conferencia-anprotec-2026-debate-financiamento-e-novos-modelos-de-apoio-a-inovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/2026\/06\/painel-da-conferencia-anprotec-2026-debate-financiamento-e-novos-modelos-de-apoio-a-inovacao\/","title":{"rendered":"Painel da Confer\u00eancia Anprotec 2026 debate financiamento e novos modelos de apoio \u00e0 inova\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wpa-warning wpa-image-missing-alt wp-image-63743 aligncenter\" src=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Painel1-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"548\" height=\"411\" data-warning=\"Missing alt text\" srcset=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Painel1-300x225.jpg 300w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Painel1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Painel1-768x576.jpg 768w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Painel1-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Painel1-195x146.jpg 195w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Painel1-50x38.jpg 50w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Painel1-100x75.jpg 100w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Painel1-960x720.jpg 960w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Painel1.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 548px) 100vw, 548px\" \/><\/div>\n<div>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Especialistas discutiram fomento p\u00fablico-privado, capital empreendedor, instrumentos financeiros e o papel dos ambientes de inova\u00e7\u00e3o na orienta\u00e7\u00e3o de startups e empresas de base tecnol\u00f3gica.<\/em><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Manaus (AM), 30 de junho de 2026<\/strong>\u00a0\u2013 O Painel Tem\u00e1tico 1 da Confer\u00eancia Anprotec 2026, \u201cFinanciamento, investimentos e novos modelos de apoio \u00e0 inova\u00e7\u00e3o\u201d, reuniu especialistas em fomento, capital empreendedor, instrumentos financeiros e desenvolvimento regional para discutir caminhos de apoio a empresas inovadoras. A atividade abordou fundos, capital de risco, mecanismos p\u00fablico-privados e alternativas para ampliar o acesso de startups e empresas de base tecnol\u00f3gica a recursos adequados a diferentes est\u00e1gios de maturidade.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O painel foi conduzido por Maur\u00edcio Guedes Pereira, subsecret\u00e1rio na Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econ\u00f4mico do Rio de Janeiro, e contou com a participa\u00e7\u00e3o de Clovis Benoni Meurer, diretor-superintendente da CRP; Fredson Encarna\u00e7\u00e3o, da Aceleradora Fabriq; Guilherme (Guila) Coutinho Calheiros, diretor de Planejamento e Gest\u00e3o da EMBRAPII; e Paulo C\u00e9sar Rezende de Carvalho Alvim, gerente de Inova\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade do SESI.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na abertura, Maur\u00edcio Guedes recuperou parte da trajet\u00f3ria de cria\u00e7\u00e3o da Anprotec e lembrou que, antes mesmo de termos hoje consolidados, como startup, j\u00e1 havia no pa\u00eds uma mobiliza\u00e7\u00e3o em torno de parques tecnol\u00f3gicos, incubadoras e empresas nascentes de base tecnol\u00f3gica. Ao relatar a pesquisa apoiada pela Finep e pela Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos (OEA), em 1986, e o semin\u00e1rio realizado no ano seguinte na sede do BNDES, que reuniu cerca de 400 pessoas, o moderador situou o painel dentro de uma agenda hist\u00f3rica de aproxima\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia, tecnologia, empresas e desenvolvimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 importante mostrar para a sociedade que essa atividade pode gerar emprego, renda, vacina, salvar vidas, transformar a vida das pessoas e fazer um pa\u00eds melhor\u201d, afirmou Maur\u00edcio, ao defender que o financiamento \u00e0 ci\u00eancia, \u00e0 tecnologia e \u00e0 inova\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m seja compreendido por seus efeitos concretos sobre a vida das pessoas e sobre a competitividade do pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Guila Calheiros apresentou o modelo da EMBRAPII como uma alternativa \u00e1gil para apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o em parceria com empresas. Segundo ele, a institui\u00e7\u00e3o j\u00e1 apoiou mais de 4 mil projetos e quase 3 mil empresas, com atua\u00e7\u00e3o em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds. O diretor destacou ainda que, de cada tr\u00eas empresas atendidas, duas s\u00e3o de menor porte, resultado ampliado pela parceria com o Sebrae.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pelo modelo apresentado, a EMBRAPII atua especialmente na chamada etapa do \u201cvale da morte\u201d, apoiando projetos entre TRL 3 e TRL 7, quando a tecnologia ainda precisa avan\u00e7ar para se aproximar do mercado. A institui\u00e7\u00e3o opera por meio de unidades credenciadas, hoje presentes em diferentes \u00e1reas de conhecimento, e pode apoiar projetos de portes variados, de iniciativas menores a projetos de maior escala.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Guila, al\u00e9m de conhecer os instrumentos existentes, os gestores de ambientes de inova\u00e7\u00e3o precisam assumir uma postura ativa na articula\u00e7\u00e3o de recursos. \u201cPrecisamos ter uma posi\u00e7\u00e3o mais proativa como gestores dos ambientes de inova\u00e7\u00e3o. Muitas vezes esperamos sair um edital, quando precisamos estar circulando, conhecer os canais de financiamento e articular para que as a\u00e7\u00f5es sejam desenvolvidas\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fredson Encarna\u00e7\u00e3o levou ao debate a experi\u00eancia da Zona Franca de Manaus e da atua\u00e7\u00e3o da Fabriq em um contexto regional marcado por legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, incentivos \u00e0 inova\u00e7\u00e3o e desafios espec\u00edficos de escala, mercado e acesso a capital. Ele explicou que a Lei de Inform\u00e1tica da regi\u00e3o, especialmente ap\u00f3s mudan\u00e7as recentes, passou a incentivar iniciativas em bioeconomia, ind\u00fastria 4.0 e empreendedorismo inovador, ao mesmo tempo em que exige novas formas de opera\u00e7\u00e3o por parte dos ambientes locais.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao tratar da bioeconomia, Fredson destacou que a pol\u00edtica p\u00fablica local tem estimulado a busca por modelos conectados aos diferenciais da Amaz\u00f4nia. \u201cNo passado, n\u00f3s j\u00e1 perdemos a nossa borracha. Neste momento, precisamos olhar o que temos de diferencial: a nossa Amaz\u00f4nia, os nossos bioativos, a nossa biotecnologia\u201d, afirmou.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os exemplos apresentados, ele citou a decis\u00e3o da Fabriq de sair da zona de conforto das startups digitais e desenvolver projetos ligados \u00e0 bioeconomia, como uma plataforma voltada a sistemas agroflorestais. A iniciativa, segundo Fredson, dialoga com a meta de descentraliza\u00e7\u00e3o de recursos para al\u00e9m da Regi\u00e3o Metropolitana de Manaus e considera o produtor rural como parte do processo de valida\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Paulo Cesar Rezende de Carvalho Alvim resgatou a trajet\u00f3ria de instrumentos de fomento \u00e0 inova\u00e7\u00e3o no Brasil, passando pela atua\u00e7\u00e3o da Finep, pela cria\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia, pela Lei de Inform\u00e1tica, pelo est\u00edmulo ao capital de risco, pelo Marco Legal, pela Lei do Bem e por mecanismos de apoio a empresas inovadoras. Para ele, a diversidade de instrumentos dispon\u00edveis precisa ser acompanhada de foco estrat\u00e9gico, converg\u00eancia de a\u00e7\u00f5es e prioriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA primeira coisa \u00e9 foco. A gente tem que fazer escolhas e priorizar\u201d, afirmou Alvim. Ele tamb\u00e9m defendeu que pol\u00edticas nacionais sejam conectadas aos territ\u00f3rios, lembrando que empresas t\u00eam endere\u00e7o e que o desenvolvimento de neg\u00f3cios inovadores n\u00e3o acontece apenas a partir de Bras\u00edlia. Em sua avalia\u00e7\u00e3o, instrumentos como subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, financiamento, incentivos de P&amp;D, compras p\u00fablicas e capital de risco precisam compor uma \u201ccesta de moedas\u201d, adequada ao perfil e ao est\u00e1gio de cada empreendimento.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Clovis Benoni Meurer abordou o papel do capital empreendedor e do private equity na expans\u00e3o de empresas inovadoras. Com experi\u00eancia no setor, defendeu que h\u00e1 recursos dispon\u00edveis em diferentes fontes, como fundos, ag\u00eancias estaduais e regionais, bancos de desenvolvimento, organismos multilaterais e investidores privados, mas que o acesso depende de bons projetos, empreendedores preparados, equipes consistentes e mercados com possibilidade de escala.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Clovis, empresas inovadoras precisam nascer olhando tamb\u00e9m para oportunidades al\u00e9m do mercado local. \u201cTem que ter um mercado escal\u00e1vel, um neg\u00f3cio que possa crescer muito e conquistar outros mercados\u201d, ressaltou, ao defender que startups brasileiras desenvolvam produtos, servi\u00e7os e estrat\u00e9gias com capacidade de internacionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na etapa de perguntas, o debate retomou temas como visibilidade dos instrumentos de financiamento, assimetrias regionais, apoio a setores estrat\u00e9gicos, inova\u00e7\u00e3o em sa\u00fade, bioeconomia, agritech, foodtech, biotech e pr\u00e1ticas seguras de capta\u00e7\u00e3o de recursos. As respostas refor\u00e7aram o papel dos ambientes de inova\u00e7\u00e3o como orientadores dos empreendedores, capazes de traduzir instrumentos, identificar fontes adequadas e conectar empresas \u00e0s oportunidades compat\u00edveis com cada etapa de desenvolvimento.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao final, o painel apontou que ampliar o financiamento \u00e0 inova\u00e7\u00e3o n\u00e3o depende apenas da exist\u00eancia de recursos. A consolida\u00e7\u00e3o de novos modelos de apoio passa por foco, articula\u00e7\u00e3o territorial, combina\u00e7\u00e3o de instrumentos p\u00fablicos e privados, capacidade de execu\u00e7\u00e3o e maior proximidade entre ambientes de inova\u00e7\u00e3o, empresas, investidores e pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sobre a Confer\u00eancia Anprotec 2026<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A 36\u00aa Confer\u00eancia Anprotec de Empreendedorismo e Ambientes de Inova\u00e7\u00e3o acontece de 29 de junho a 2 de julho de 2026, em Manaus (AM), no Centro de Conven\u00e7\u00f5es do Amazonas Vasco Vasques, com o tema \u201cConsolidando Ecossistemas: Empreendedorismo Inovador para a Economia do Futuro\u201d. A edi\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada pela Anprotec em parceria com o Sebrae, com organiza\u00e7\u00e3o local da Funda\u00e7\u00e3o Paulo Feitoza (FPFtech) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Programa\u00e7\u00e3o e inscri\u00e7\u00f5es em anprotec.org.br\/conferencia2026.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas discutiram fomento p\u00fablico-privado, capital empreendedor, instrumentos financeiros e o<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":63743,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[411],"tags":[],"calendar":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63742"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63742"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63742\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":63744,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63742\/revisions\/63744"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63743"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63742"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63742"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63742"},{"taxonomy":"calendar","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/calendar?post=63742"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}