{"id":38439,"date":"2021-09-16T11:13:45","date_gmt":"2021-09-16T14:13:45","guid":{"rendered":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/?p=38439"},"modified":"2021-09-16T11:13:45","modified_gmt":"2021-09-16T14:13:45","slug":"porto-digital-bit-beat-e-outras-vibracoes-por-tras-de-um-ecossistema-de-inovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/2021\/09\/porto-digital-bit-beat-e-outras-vibracoes-por-tras-de-um-ecossistema-de-inovacao\/","title":{"rendered":"Porto Digital: bit, beat e outras vibra\u00e7\u00f5es por tr\u00e1s de um ecossistema de inova\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"elementor-element elementor-element-85770c3 elementor-widget elementor-widget-theme-post-excerpt\" data-id=\"85770c3\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><em><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-38440 alignleft\" src=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Porto.png\" alt=\"\" width=\"370\" height=\"235\" srcset=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Porto.png 370w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Porto-300x191.png 300w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Porto-230x146.png 230w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Porto-50x32.png 50w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Porto-118x75.png 118w\" sizes=\"(max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/>Fundado h\u00e1 21 anos, o Porto Digital se transformou num ecossistema de inova\u00e7\u00e3o robusto no Nordeste brasileiro, que atualmente fatura 2,5 bilh\u00f5es por ano<\/em><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-c3bafd6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"c3bafd6\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">A forma\u00e7\u00e3o de um ambiente de inova\u00e7\u00e3o pode ser contada de diferentes maneiras. Idealizadores, construtores, sustentadores, empreendedores, cada um tem a sua pr\u00f3pria leitura sobre como, desafiando o improv\u00e1vel e revirando o imposs\u00edvel, um punhado de gente botou de p\u00e9 um ecossistema robusto de inova\u00e7\u00e3o, suportado por tecnologias digitais e muita criatividade. Estamos falando do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.portodigital.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.portodigital.org\/\">Porto Digital<\/a>, parque tecnol\u00f3gico do Recife fundado em 2000 e que hoje abriga cerca de 350 empresas, mais de 11 mil trabalhadores do conhecimento e fatura R$ 2,5 bilh\u00f5es.<\/div>\n<div>\n<p>\u00c9 preciso recuar no tempo para ir ao rizoma desse movimento. Ali\u00e1s, desses movimentos. O Recife vivia a sua pior fase na virada dos anos 80-90, dentro de um pa\u00eds que descia ribanceira abaixo nos tresloucados anos Collor. A secularmente pr\u00f3spera capital pernambucana desandava e o estado perdia posi\u00e7\u00e3o relativa na economia nordestina. Mas os fundamentos estavam l\u00e1, intactos e desafiados. Falamos aqui de conhecimento, tecnologia, criatividade: os ingredientes da nova economia. Havia uma vibra\u00e7\u00e3o diferente em alguns segmentos da academia, especialmente o Centro de Inform\u00e1tica da UFPE, e do mundo das artes, com destaque para o cinema, as artes pl\u00e1sticas e a m\u00fasica.<\/p>\n<p>Era o tempo da globaliza\u00e7\u00e3o, das mudan\u00e7as pol\u00edticas de orienta\u00e7\u00e3o liberal e da revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que se (re)inaugurava com a internet. Seja l\u00e1 o que isso significasse para os protagonistas naquele momento (clareza a gente s\u00f3 tem depois), a ideia era abrir janelas para o mundo que se redesenhava nesse redemoinho e criar novas alternativas para economias perif\u00e9ricas como o Recife. Do outro lado do mundo, na Austr\u00e1lia, come\u00e7avam a ser usinadas novas leituras acad\u00eamicas para explorar as possibilidades conceituais e pr\u00e1ticas da economia criativa \u2013 aquela encruzilhada entre ci\u00eancia, tecnologia, artes e neg\u00f3cios, no contexto da nova sociedade hiperconectada em que o lado n\u00e3o pr\u00e1tico das coisas, a dimens\u00e3o simb\u00f3lica escondida por tr\u00e1s dos objetos, a subjetividade da forma (est\u00e9tica) e a cria\u00e7\u00e3o original em escala passavam a ter valor de mercado e significado econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Do lado de c\u00e1, numa sincronicidade quase premonit\u00f3ria, eram criados dois movimentos paralelos: o Movimento Mangue e o Delta do Capibaribe. Com o primeiro, com sua ic\u00f4nica imagem de uma parab\u00f3lica enfiada na lama, a inquieta\u00e7\u00e3o ganhou forma e os coletivos criativos \u2013 a\u00a0<em>brodagem<\/em>, numa palavra bem nossa \u2013 produziam freneticamente filmes, experimenta\u00e7\u00f5es visuais, m\u00fasicas e festivais. Com o segundo, esp\u00e9cie de prolongamento natural de uma longa hist\u00f3ria de pioneirismo em tecnologia tanto na universidade como no mercado, foram multiplicados empreendimentos de base tecnol\u00f3gica (ainda n\u00e3o havia\u00a0<em>startups<\/em>\u00a0no repert\u00f3rio dos neg\u00f3cios inovadores).<\/p>\n<p>Foi nesse caldo de cultura, sem trocadilho, que as barreiras seculares que exclu\u00edam mutuamente cientistas e artistas foram rompidas. Para o bem de todos, os universos das artes e da tecnologia se encontravam e compartilhavam a mesma mesa de bar. Se a parab\u00f3lica conectava a raiz ao \u00e9ter, a frase-seminal de Fred Zero Quatro \u2013 \u201ccomputadores fazem arte, artistas fazem dinheiro\u201d \u2013 conectava as artes e as tecnologias digitais ao mercado.<\/p>\n<p>Um registro que n\u00e3o pode passar em branco: as din\u00e2micas eram t\u00e3o entrela\u00e7adas que quase n\u00e3o havia distin\u00e7\u00e3o, na pr\u00f3pria imprensa inclusive, entre as palavras beat (unidade r\u00edtmica) e bit (unidade computacional). Uma das primeiras incubadoras de neg\u00f3cios de tecnologia de chamava BEAT \u2013 Base de Empreendimentos Avan\u00e7ados de Tecnologia. E o site que precariamente reverberava isso tudo, em especial a m\u00fasica, se chamava MANGUE BIT. Da\u00ed para a cria\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cesar.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.cesar.org.br\/\">CESAR<\/a>, e deste para o Porto Digital, e do PD para a comunidade empreendedora Manguezal, que agrega centenas de startups, e do conjunto de tudo para fazer do Recife a maior concentra\u00e7\u00e3o per capita de estudantes em cursos de computa\u00e7\u00e3o e inform\u00e1tica do pa\u00eds foi um pulo. Mas n\u00e3o foi f\u00e1cil.<\/p>\n<p>E n\u00e3o ser\u00e1 nunca, pois a constru\u00e7\u00e3o de ecossistemas de inova\u00e7\u00e3o depende, entre tantas outras coisas, dos\u00a0<em>nontradable goods<\/em>\u00a0\u2013 aquela por\u00e7\u00e3o de componentes intr\u00ednsecos a cada lugar, a fra\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas peculiares do pensar e fazer de cada realidade que n\u00e3o se compra e nem se vende em prateleiras. Mas a experi\u00eancia do Porto Digital pode ser apropriada naquilo que \u00e9 comum aos ambientes que constroem futuros: capital humano como base, inova\u00e7\u00e3o como regra, diversidade como princ\u00edpio e conex\u00f5es como meio para neg\u00f3cios. E muito trabalho.<\/p>\n<div class=\"code-block code-block-23 ai-viewport-2 ai-viewport-3\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1615315216771-0\" data-google-query-id=\"COzoqYfWg_MCFcUFuQYd27UOlQ\">Autor: Francisco Saboya &#8211; Presidente da Anprotec<\/div>\n<div data-google-query-id=\"COzoqYfWg_MCFcUFuQYd27UOlQ\">Fonte: <a href=\"https:\/\/canalmynews.com.br\/francisco-saboya\/porto-digital-bit-beat-vibracoes-ecossistema-inovacao\/\">Canal MyNews<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fundado h\u00e1 21 anos, o Porto Digital se transformou num<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":38440,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[3],"tags":[],"calendar":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38439"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38439"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38439\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38441,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38439\/revisions\/38441"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38440"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38439"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38439"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38439"},{"taxonomy":"calendar","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/calendar?post=38439"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}