{"id":36587,"date":"2021-03-31T13:00:21","date_gmt":"2021-03-31T16:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/?p=36587"},"modified":"2025-02-28T13:26:47","modified_gmt":"2025-02-28T16:26:47","slug":"inovacao-entre-a-intencao-e-gesto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/2021\/03\/inovacao-entre-a-intencao-e-gesto\/","title":{"rendered":"Inova\u00e7\u00e3o entre a inten\u00e7\u00e3o e gesto"},"content":{"rendered":"<p>O fato \u00e9 que nos \u00faltimos\u00a010 anos o pa\u00eds perdeu posi\u00e7\u00e3o relativa no \u00edndice de inova\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-36600\" src=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/inovacao.jpg\" alt=\"\" width=\"370\" height=\"235\" srcset=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/inovacao.jpg 370w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/inovacao-300x191.jpg 300w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/inovacao-230x146.jpg 230w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/inovacao-50x32.jpg 50w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/inovacao-118x75.jpg 118w\" sizes=\"(max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/><\/p>\n<p>No dia em que o governo federal lan\u00e7a a <em>medida provis\u00f3ria de ambiente de neg\u00f3cios<\/em>, a Folha de S\u00e3o Paulo repercute o resultado do\u00a0<em>IGI<\/em>\u00a0\u2013\u00a0<em>\u00cdndice Global de Inova\u00e7\u00e3o 2020<\/em>, discutido\u00a0em um de seus semin\u00e1rios regulares sobre o tema, com modera\u00e7\u00e3o de Vin\u00edcius Torres.<\/p>\n<p>Esta classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 feita anualmente pelo Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi), em parceria com a Universidade de Cornell (Estados Unidos) e com o Instituto Europeu de Administra\u00e7\u00e3o de Empresas (Insead). Coisa s\u00e9ria. O plano do Minist\u00e9rio da Economia mira em um outro ranking, o do Banco Mundial (<em>Doing Business 20<\/em><em>20)<\/em>, igualmente s\u00e9rio, por\u00e9m restrito. Foca essencialmente numa vis\u00e3o microecon\u00f4mica, associada a dez indicadores que v\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o, funcionamento, financiamento, tributos at\u00e9 o encerramento de um neg\u00f3cio. No primeiro ranking, o Brasil est\u00e1 na 62\u00aa posi\u00e7\u00e3o, enquanto no segundo fica na 124\u00aa.<\/p>\n<p>O t\u00edtulo da apresenta\u00e7\u00e3o distribu\u00edda pelo\u00a0ME fala em <em>caminho para o top 50 pa\u00edses mais competitivos<\/em>. Pelos caminhos tra\u00e7ados, n\u00e3o vamos chegar nunca no destino. O prop\u00f3sito do plano \u00e9 essencialmente a melhoria do ambiente de neg\u00f3cios. Fundamental, pois estamos 50 anos atrasados nesse quesito. Mas \u00e9 conveniente n\u00e3o confundir as coisas. Competitividade e ambiente de neg\u00f3cios s\u00e3o coisas relacionadas, mas distintas. Ficaram de fora temas cr\u00edticos como a educa\u00e7\u00e3o, pesquisa e desenvolvimento, qualidade do capital humano, inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, al\u00e9m de quest\u00f5es ambientais, identit\u00e1rias e outras que o mundo fora da bolha, o mundo real, elegeu como prioridades para a atratividade dos neg\u00f3cios e competitividade dos pa\u00edses. \u00c9 como se numa disputa de um campeonato de futebol, o presidente do clube priorizasse a melhoria do gramado achando que com isso o time iria pra s\u00e9rie A. Tem mais coisas em jogo.<\/p>\n<p>Existe uma ind\u00fastria de rankings. H\u00e1 ranking para tudo. Poucos merecem ser considerados, estudados e tomados como refer\u00eancia para um bom planejamento, o que n\u00e3o \u00e9 o caso do Banco Mundial. Mas da\u00ed a torn\u00e1-lo objetivo de uma pol\u00edtica nacional parece um tremendo equ\u00edvoco.\u00a0 Est\u00e1 l\u00e1 escrito, melhorar a posi\u00e7\u00e3o do Brasil no indicador\u00a0<em>doing business<\/em> do WB. O prop\u00f3sito da boa pol\u00edtica p\u00fablica ser\u00e1 sempre aumentar o bem estar social, a sustentabilidade s\u00f3cio-ambiental e a prosperidade econ\u00f4mica da na\u00e7\u00e3o por meio da competitividade, principal resultante da inova\u00e7\u00e3o. \u00c9 isso que realmente importa em uma economia de mercado em um mundo aberto.<\/p>\n<div class=\"code-block code-block-24\">\n<div class=\"apoie\">\n<div class=\"elementor elementor-8531 elementor-location-single\" data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"8531\" data-elementor-settings=\"[]\">\n<div class=\"elementor-section-wrap\">\n<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-4e2c5b6d elementor-section-content-middle elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"4e2c5b6d\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-row\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-67b3297a\" data-id=\"67b3297a\">\n<div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-71bb2ae4 elementor-align-center elementor-widget elementor-widget-button\" data-id=\"71bb2ae4\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-button-wrapper\">\n<p>\u00c9 a\u00ed onde enxergamos a luz cada vez mais distante. A competitividade possui dezenas de atributos, e a qualidade do ambiente de neg\u00f3cios \u00e9 apenas um deles. Isso quer dizer basicamente menos burocracia, menos impostos e menos governo asfixiando o empreendedor. Uma parte da equa\u00e7\u00e3o, portanto. Se tomarmos como refer\u00eancia o IGI e seus sete pilares, estamos falando grosso modo de um sete avos do problema a ser resolvido. Carregando aqui nas tintas, a Alemanha, que \u00e9 o 9\u00ba no IGI, \u00e9 o 90\u00ba em termos de custos de m\u00e3o de obra e 96\u00ba em facilidade de se abrir um neg\u00f3cio. Com esses n\u00fameros, seria um Brasil que\u00a0deu certo. Resumo da \u00f3pera: um pa\u00eds sem infraestrutura log\u00edstica, sem internet de qualidade, sem bons n\u00edveis educacionais, sem altos investimentos em ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o, sem universidades de alto padr\u00e3o, sem institui\u00e7\u00f5es s\u00f3lidas, sem estabilidade pol\u00edtica dificilmente avan\u00e7ar\u00e1. Talvez nem mesmo no ranking selecionado pelo governo.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que nos \u00faltimos 10 anos o pa\u00eds perdeu posi\u00e7\u00e3o relativa no \u00edndice de inova\u00e7\u00e3o, sendo hoje o 62\u00ba (era o 47\u00ba em 2011). Pior, ficando cada vez mais distante do bloco de pa\u00edses competidores diretos. No antigo e j\u00e1 in\u00fatil BRICS, por exemplo, o Brasil j\u00e1 foi o segundo, agora \u00e9 o \u00faltimo, atr\u00e1s de R\u00fassia, \u00cdndia e \u00c1frica do Sul. Na Am\u00e9rica Latina, perdemos para Chile, Costa Rica e M\u00e9xico.<\/p>\n<\/div>\n<p>Lembrava h\u00e1 anos o ministro Luiz Roberto Barroso que n\u00e3o somos atrasados por acaso. O atraso \u00e9 bem defendido entre n\u00f3s. Pelas corpora\u00e7\u00f5es, para manuten\u00e7\u00e3o de seus privil\u00e9gios; por segmentos empresariais, para arrancar mais um naco de um estado secularmente privatizado; pelo clientelismo da classe pol\u00edtica em sua infind\u00e1vel rela\u00e7\u00e3o patrimonialista com a coisa p\u00fablica. Os governos seguem dando a sua dem\u00e3o, enfrentando os complexos desafios do s\u00e9culo 21 com um repert\u00f3rio do s\u00e9culo passado. Este \u00faltimo, ali\u00e1s, progrediu no per\u00edodo da 81\u00aa para a 55\u00aa posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Autor: Francisco Saboya \u2013 Presidente da Anprotec<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"https:\/\/canalmynews.com.br\/francisco-saboya\/o-futuro-que-nunca-chega\/\" rel=\"noopener noreferrer\">My News<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fato \u00e9 que nos \u00faltimos\u00a010 anos o pa\u00eds perdeu<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":36600,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[3,414],"tags":[],"calendar":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36587"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36587"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36587\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36604,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36587\/revisions\/36604"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36600"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36587"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36587"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36587"},{"taxonomy":"calendar","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/calendar?post=36587"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}