{"id":35524,"date":"2020-11-26T17:02:37","date_gmt":"2020-11-26T20:02:37","guid":{"rendered":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/?p=35524"},"modified":"2025-02-27T13:13:07","modified_gmt":"2025-02-27T16:13:07","slug":"35524","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/2020\/11\/35524\/","title":{"rendered":"Painel apresenta venture capital crescente e iniciativas de ambientes para alcan\u00e7ar a sustentabilidade financeira"},"content":{"rendered":"<p>O Painel 3 \u2013 Financiamento, da manh\u00e3 de 25 de novembro, no segundo dia da 30\u00aa Confer\u00eancia Anprotec 2020, reuniu diferentes abordagens e vis\u00f5es sobre o tema da sustentabilidade financeira de ambientes de inova\u00e7\u00e3o e seus empreendimentos tecnol\u00f3gicos. Guila Calheiros, superintendente executivo da Anprotec, coordenou o debate.<\/p>\n<p>Docente da Faculdade de Economia e Administra\u00e7\u00e3o da Universidade Estadual de S\u00e3o Paulo (FEA\/USP), Graziella Comini foi a primeira participante do painel. Ela tamb\u00e9m \u00e9 coordenadora do Centro de Empreendedorismo Social e Administra\u00e7\u00e3o do Terceiro Setor (CEATS), tamb\u00e9m ligado \u00e0 universidade paulista e trouxe para a discuss\u00e3o um\u00a0<a href=\"http:\/\/ice.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Sustentabilidade-financeira-orgs-apoio-NIs_ICE_2020.pdf\">estudo<\/a>\u00a0do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), que trata da sustentabilidade financeira de organiza\u00e7\u00f5es que apoiam empreendimentos de impacto.<\/p>\n<p>\u201cO foco do trabalho foi compreender as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o desenvolvimento da sustentabilidade financeira de aceleradoras e neg\u00f3cios de impacto\u201d, explicou Graziella. O trabalho mostrou que a tem\u00e1tica do impacto social e ambiental cresceu de forma consistente nos \u00faltimos 10 anos, mas que 29% das incubadoras e aceleradoras que atuam com este tipo de neg\u00f3cio t\u00eam grande depend\u00eancia de suas institui\u00e7\u00f5es mantenedoras, como universidades e ICTs, por exemplo.<\/p>\n<p>\u201cO que chamou a nossa aten\u00e7\u00e3o foi que poucas destas organiza\u00e7\u00f5es t\u00eam um planejamento estrat\u00e9gico para os pr\u00f3ximos cinco anos, ou seja, s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es que t\u00eam focado muito na sua sobreviv\u00eancia\u201d, apontou a pesquisadora.<\/p>\n<div id=\"attachment_30603\" class=\"wp-caption alignleft\">\n<div id=\"attachment_30603\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-30603\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-30603 size-medium\" src=\"https:\/\/anprotec.org.br\/conferencia2020\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Imagem-1-300x168.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" aria-describedby=\"caption-attachment-30603\" \/><p id=\"caption-attachment-30603\" class=\"wp-caption-text\">Graziella apresenta as fontes de financiamento de um ambiente de inova\u00e7\u00e3o dedicado a neg\u00f3cios de impacto.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>O estudo tamb\u00e9m abordou o impacto que a pandemia teve nos neg\u00f3cios abrigados nestes ambientes. Aqueles que tiveram queda em seu faturamento, possu\u00edam produtos e servi\u00e7os pouco intensivos em tecnologia. Dentre os que tiveram crescimento, estavam os que tinham caracter\u00edsticas opostas aos primeiros, ou seja, maior grau de digitaliza\u00e7\u00e3o. J\u00e1 os que escalaram na pandemia, com crescimento superior a 50%, foram aqueles que possu\u00edam solu\u00e7\u00f5es de base tecnol\u00f3gicas ligadas \u00e0s \u00e1reas mais afetadas, como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, ecommerces e log\u00edstica.<\/p>\n<p>\u201cPara os ambientes que abrigam as empresas, a pandemia trouxe outros desafios, como a adapta\u00e7\u00e3o de seus espa\u00e7os f\u00edsicos, amplia\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os online, como incuba\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, busca de fontes alternativas de recursos, como em projetos com corpora\u00e7\u00f5es. \u2018Desacomoda\u00e7\u00e3o\u2019 foi a palavra mais citada\u201d,\u00a0 explicou Graziella.<\/p>\n<p>Rodrigo Menezes, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio de advocacia Derraik &amp; Menezes especializado em fus\u00f5es e investimentos na \u00e1rea de tecnologia, apresentou um balan\u00e7o dos neg\u00f3cios realizados em 2020. \u201cApesar de um per\u00edodo em que todo mundo se retraiu, o ano apresentar\u00e1 um crescimento nos acordos de fus\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o, bem como aporte de venture capital em startups\u201d, contou o advogado.<\/p>\n<p>Segundo ele, em 2019, o mercado de venture capital movimentou cerca de R$ 12,9 Bi em aportes no Brasil. Este ano, o setor apresentou, at\u00e9 outubro, um n\u00famero de R$ 12,3 Bi. \u201cOu seja, certamente vamos superar o ano passado. Vale destacar que al\u00e9m dos aportes, tivemos um grande movimento daquilo que chamamos de acquihire, que \u00e9 a compra de uma empresa pela outra com foco na cria\u00e7\u00e3o de novas compet\u00eancias. Por exemplo, quando uma empresa de log\u00edstica compra uma startup de intelig\u00eancia artificial para trazer para dentro de casa essa compet\u00eancia\u201d, explicou.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-30604\" src=\"https:\/\/anprotec.org.br\/conferencia2020\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Imagem-2-300x168.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" \/>Apesar da pandemia, Rodrigo v\u00ea o mercado brasileiro de venture capital com boas perspectivas. \u201cH\u00e1 um crescimento sustent\u00e1vel de deals e temos o Marco Legal de Startups em vias de ser aprovado, o que deve fortalecer ainda mais o setor. Existe muito dinheiro dispon\u00edvel. Cabe aos ambientes de inova\u00e7\u00e3o e aos empreendedores mapear os fundos, entender o seu hist\u00f3rico de investimentos e apresentar propostas alinhadas a eles. Para neg\u00f3cios estruturados e com potencial de crescimento n\u00e3o vai faltar capital\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>J\u00e1 T\u00e9cia Vieira Carvalho,\u00a0presidente do N\u00facleo de Estudos e Pesquisas do Norte e Nordeste (NEPEN), apresentou as diversas formas como a institui\u00e7\u00e3o atua na diversifica\u00e7\u00e3o da sua capta\u00e7\u00e3o de recursos. \u201cN\u00f3s somos muito criativos para atrair\u00a0dinheiro e viabilizar nossos projetos. Trabalhamos com editais CPNq, Finep, Embrapii, leis de incentivo como a Lei de Inform\u00e1tica, o P&amp;D Aneel do setor el\u00e9trico, al\u00e9m de buscar parcerias com empresas, como a que temos com a fabricante de eletr\u00f4nicos Constanta, que nos permitiu criar um posto avan\u00e7ado em Atibaia-SP, o \u2018Instituto Constanta de Inova\u00e7\u00e3o \u2013 by Nepen\u2019, abrindo novas oportunidades para nossos empreendedores\u201d, detalhou T\u00e9cia.<\/p>\n<p>A executiva explicou o papel dos diferentes programas do Nepen, como Centro de Empreendedorismo e Inova\u00e7\u00e3o (CEI), que ajuda a transformar projetos em neg\u00f3cios, incentivando a cria\u00e7\u00e3o de empresas \u00a0e transfer\u00eancia de tecnologia. O n\u00facleo tamb\u00e9m disp\u00f5e de um espa\u00e7o chamado incubaworking, que recebe e alavanca as empresas, por meio de assessoria de neg\u00f3cios e inclus\u00e3o de compet\u00eancias.\u00a0\u201cAssim como buscamos diversas fontes de financiamento, n\u00e3o queremos tamb\u00e9m ter o r\u00f3tulo de incubadora, parque ou aceleradora. Somos um ambiente que fomenta novos neg\u00f3cios. Inclusive, nossas estruturas t\u00eam nomes bastante sugestivos: MAE (Mecanismo de Apoio ao\u00a0Empreendedorismo) e PAI (Programa de Apoio \u00e0 Inova\u00e7\u00e3o) que d\u00e3o todo o suporte para os projetos instalados no n\u00facleo\u201d, brincou.<\/p>\n<p>Complementando a fala de T\u00e9cia, Guila Calheiros ressaltou que al\u00e9m dos dispositivos citados, o Marco Legal de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o permite aos ambientes ainda mais formas de capta\u00e7\u00e3o de recursos, como a cria\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de fundos e at\u00e9 a participa\u00e7\u00e3o em equity.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Painel 3 \u2013 Financiamento, da manh\u00e3 de 25 de<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":35525,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[411,3],"tags":[],"calendar":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35524"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35524"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35524\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35529,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35524\/revisions\/35529"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35525"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35524"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35524"},{"taxonomy":"calendar","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/calendar?post=35524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}