{"id":26757,"date":"2018-09-21T15:20:33","date_gmt":"2018-09-21T18:20:33","guid":{"rendered":"http:\/\/anprotec.org.br\/site\/?p=26757"},"modified":"2018-09-21T15:20:33","modified_gmt":"2018-09-21T18:20:33","slug":"cidades-mais-humanas-e-sustentaveis-buscam-solucoes-para-os-impactos-causados-pela-urbanizacao-acelerada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/2018\/09\/cidades-mais-humanas-e-sustentaveis-buscam-solucoes-para-os-impactos-causados-pela-urbanizacao-acelerada\/","title":{"rendered":"Cidades mais humanas e sustent\u00e1veis buscam solu\u00e7\u00f5es para os impactos causados pela urbaniza\u00e7\u00e3o acelerada"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-26758\" src=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/WhatsApp-Image-2018-09-21-at-15.03.14-270x160.jpeg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"160\" \/>A migra\u00e7\u00e3o em massa das pessoas que deixaram de viver no campo e passaram a integrar centros urbanos, uma das principais consequ\u00eancias da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, gerou impactos t\u00e3o significantes para a sociedade, que, hoje, mais de dois s\u00e9culos depois, ainda estimula diversos debates sobre as mudan\u00e7as causadas por essa alta concentra\u00e7\u00e3o de pessoas, em espa\u00e7os que est\u00e3o se tornando relativamente menores quando relacionados ao n\u00famero de membros que os habitam.<\/p>\n<p>Com o intuito de discorrer sobre as Cidades mais Humanas, Inteligentes e Sustent\u00e1veis, as denominadas CHIS, o terceiro dia da Confer\u00eancia Anprotec (19\/09) contou com a presen\u00e7a do diretor do laborat\u00f3rio acad\u00eamico LabCHIS, que tamb\u00e9m \u00e9 fundador e diretor presidente da Pi-Academy, Eduardo Moreira da Costa, em sess\u00e3o plen\u00e1ria com o tema \u201cDo Campo para as Cidades mais Humanas, Inovadoras e Sustent\u00e1veis\u201d. A palestra tamb\u00e9m contou o diretor de administra\u00e7\u00e3o e finan\u00e7as do Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), Vin\u00edcius Lages, como presidente da sess\u00e3o.<\/p>\n<p>O processo de locomo\u00e7\u00e3o em grande escala da popula\u00e7\u00e3o rural para as cidades se deu em ritmo acelerado e frequente, por conta disso, n\u00e3o houve tempo de prepara\u00e7\u00e3o para esses novos espa\u00e7os desenvolverem uma infraestrutura que proporcionasse boas condi\u00e7\u00f5es de vida para receber essa popula\u00e7\u00e3o. Problemas que at\u00e9 ent\u00e3o eram inexistentes come\u00e7aram a se tornar cada vez mais recorrentes, desde ent\u00e3o, quest\u00f5es como sa\u00fade p\u00fablica, moradia e mobilidade ainda s\u00e3o quest\u00f5es sem solu\u00e7\u00f5es concretas.<\/p>\n<p>A tecnologia dispon\u00edvel atualmente torna poss\u00edvel a identifica\u00e7\u00e3o e o estudo dessas consequ\u00eancias, no entanto, n\u00e3o \u00e9 suficiente para mensurar o desenvolvimento da cidade e a qualidade de vida dos moradores. O conceito de Smart Cities, que mede a quantidade de avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos presentes em determinada cidade, muitas vezes \u00e9 comparado ao das CHIS, por\u00e9m, o primeiro termo \u00e9 focado nas ferramentas tecnol\u00f3gicas dispon\u00edveis em um ambiente, enquanto o outro envolve o lado humanit\u00e1rio. Para Eduardo Costa, os dois conceitos possuem objetivos distintos. \u201cAs CHIS t\u00eam foco no cidad\u00e3o, h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o de que a tecnologia se torne presente em detrimento dos padr\u00f5es de vida das pessoas. As Smart Cities consideram os instrumentos tecnol\u00f3gicos que integram tais ambientes, o que \u00e9 importante tamb\u00e9m, mas em outra perspectiva. Por exemplo, ao abordar a seguran\u00e7a p\u00fablica, os par\u00e2metros para classificar as cidades inteligentes levam em considera\u00e7\u00e3o a quantidade de c\u00e2meras instaladas nas ruas, por\u00e9m, na pr\u00e1tica, sabemos que o fato de haver uma c\u00e2mera ali n\u00e3o impede, nem diminui o \u00edndice de viol\u00eancia. As CHIS t\u00eam como objetivo melhorar a qualidade de vida das pessoas\u201d.<\/p>\n<p>O conceito base das cidades, adotado na era medieval, consistia em espa\u00e7os em que eram poss\u00edveis morar, trabalhar e se divertir em um mesmo cen\u00e1rio. Com o in\u00edcio da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, as f\u00e1bricas, que s\u00e3o grandes poluentes, tinham de ficar longe das moradias, desta forma, o homem teria que se locomover, diariamente, grandes dist\u00e2ncias de casa para o trabalho, criando, assim, uma separa\u00e7\u00e3o entre seu ambiente profissional e sua habita\u00e7\u00e3o. Com o emprego nas ind\u00fastrias sendo prioridade, os pilares para melhores condi\u00e7\u00f5es de vida (moradia, trabalho e lazer no mesmo lugar) deixaram de ser requisitos essenciais para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os autom\u00f3veis tiveram um papel fundamental na urbaniza\u00e7\u00e3o, os congestionamentos quilom\u00e9tricos fazem parte da rotina de praticamente todos os moradores de grandes centros. Nas grandes metr\u00f3poles brasileiras, o n\u00famero de carro por habitante chega a aproximadamente um carro para cada quatro pessoas. O \u00edndice de mortes e acidentes graves causados nas estradas do Brasil \u00e9 um fator preocupante, cerca de 47 mil pessoas morrem em acidentes automobil\u00edsticos, e mais de 400 mil ficam com algum tipo de sequela. O presidente da LabCHIS aponta o autom\u00f3vel como um dos grandes vil\u00f5es da urbaniza\u00e7\u00e3o. \u201cAs pessoas deveriam estar discutindo o tempo todo sobre as mortes no tr\u00e2nsito, pois \u00e9 um n\u00famero exorbitante. As pessoas n\u00e3o conseguem mais viver sem carro e isso \u00e9 um problema. Acredito que a ind\u00fastria automobil\u00edstica \u00e9 a nova ind\u00fastria do cigarro. E quando se fala que tanta gente morre no tr\u00e2nsito, penso que, assim como nas embalagens de cigarro, o carro tamb\u00e9m deveria vir com um selo na porta escrito \u2018este meio de transporte \u00e9 extremamente perigoso para a sa\u00fade\u2019\u201d, afirmou Eduardo Costa.<\/p>\n<p>O LabCHIS, sediado na Universidade Federal de Santa Catarina, tem o objetivo de promover o debate sobre este tema atrav\u00e9s de workshops realizados pelas cidades do Brasil, partindo da premissa das a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para tornar o ambiente mais sustent\u00e1vel e de onde elas podem ser desenvolvidas. O projeto j\u00e1 passou por Florian\u00f3polis, Rio de Janeiro e Salvador, reunindo participantes de diversas cidades, al\u00e9m de um evento especial que contou com a presen\u00e7a de membros de seis pa\u00edses diferentes.<\/p>\n<p>A sustentabilidade e a tecnologia est\u00e3o ligadas, n\u00e3o h\u00e1 como evoluir em um aspecto ignorando o outro. Nesse quesito o diretor do Sebrae, Vinicius Lages, destacou a necessidade dessa rela\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 importante pensarmos em cidade, ainda que sejam as cidades inteligentes, no sentido humano e sustent\u00e1vel. A intelig\u00eancia necess\u00e1ria para desenvolver novas tecnologias depende de seres humanos vivendo de maneira sustent\u00e1vel. Por exemplo, a presen\u00e7a de c\u00e2meras e nuvens de dados com informa\u00e7\u00f5es em tempo real n\u00e3o significa seguran\u00e7a, mas os dados extra\u00eddos podem ser estudados e utilizados para buscar solu\u00e7\u00f5es que tornem a cidade mais segura, e esse \u00e9 o papel do homem. E para isso ele precisa ter acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, moradia, e boas condi\u00e7\u00f5es de vida no geral\u201d, encerrou Lages.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A migra\u00e7\u00e3o em massa das pessoas que deixaram de viver<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":26758,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[3],"tags":[],"calendar":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26757"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26757"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26757\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26760,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26757\/revisions\/26760"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26758"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26757"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26757"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26757"},{"taxonomy":"calendar","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/calendar?post=26757"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}