{"id":26736,"date":"2018-09-19T19:09:12","date_gmt":"2018-09-19T22:09:12","guid":{"rendered":"http:\/\/anprotec.org.br\/site\/?p=26736"},"modified":"2018-09-19T19:09:12","modified_gmt":"2018-09-19T22:09:12","slug":"tendencia-de-valor-compartilhado-impulsiona-mudancas-nos-modelos-de-negocios-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/2018\/09\/tendencia-de-valor-compartilhado-impulsiona-mudancas-nos-modelos-de-negocios-mundial\/","title":{"rendered":"Tend\u00eancia de valor compartilhado impulsiona mudan\u00e7as nos modelos de neg\u00f3cios mundial"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-26737\" src=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/WhatsApp-Image-2018-09-19-at-15.38.03-270x160.jpeg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"160\" \/>Aquele modelo de neg\u00f3cio, no qual empresas prosperam \u00e0s custas da sociedade, causando diversos impactos negativos, para depois realizarem pequenas doa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o funciona mais. O consumidor est\u00e1 mudando e exigindo cada vez mais responsabilidade corporativa das empresas, que j\u00e1 foram apontadas como principal causa de problemas ambientais, sociais e at\u00e9 mesmo econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Com esse modelo falido, cresce um novo movimento econ\u00f4mico de cria\u00e7\u00e3o de valor compartilhado, algo que o CEO da Whole Foods Market, John Mackey, e o professor e pesquisador, Raj Sisodia, chamam de \u201cCapitalismo Consciente\u201d. Para Camila Figueiredo, gestora da Funda\u00e7\u00e3o Educar DPaschoal, e p\u00f3s-graduanda em Gest\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o no Novo Mil\u00eanio, o conceito pode funcionar parcialmente.<\/p>\n<p>Durante sua palestra \u201cCria\u00e7\u00e3o de Valor Compartilhado com Impacto Positivo\u201d, no segundo dia da Confer\u00eancia Anprotec 2018 (18\/09), Camila apresentou aos participantes como as empresas est\u00e3o mudando seus valores e buscando melhorar sua atua\u00e7\u00e3o, contribuindo de forma mais positiva com a sociedade.<\/p>\n<p>\u201cA marca \u00e9 a promessa que a empresa faz para mercado. Temos, sim, que ficarmos preocupados com o que os outros pensam sobre o nosso neg\u00f3cio. E \u00e9 dessa preocupa\u00e7\u00e3o que surge o novo capitalismo, com conceitos de economia circular, de empresas certificadas no sistema B (que visa como modelo de neg\u00f3cios o desenvolvimento social e ambiental), neg\u00f3cios de impacto social, e iniciativas de valor compartilhado\u201d, explicou Camila.<\/p>\n<p><strong>Compartilhar valor para inovar<\/strong><\/p>\n<p>A inova\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para o capitalismo do s\u00e9culo 21. Para o estudioso, Michael Porter, neste modelo os neg\u00f3cios est\u00e3o em intersec\u00e7\u00e3o com a sociedade, e a cria\u00e7\u00e3o de valor econ\u00f4mico acontece por meio da cria\u00e7\u00e3o de valor para a sociedade. Mas, como isso contribui para um ambiente propicio \u00e0 inova\u00e7\u00e3o? \u00c9 s\u00f3 analisar o ambiente que o velho capitalismo criou para a inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No velho capitalismo, os neg\u00f3cios estavam em tens\u00e3o com a sociedade, porque o \u00fanico objetivo deles era maximizar os lucros para os acionistas, mesmo que isso trouxesse impactos negativos para a sociedade. Com isso, os governos precisavam controlar, ao m\u00e1ximo, as empresas, para que n\u00e3o causassem tantos estragos \u00e0 sociedade.<\/p>\n<p>\u201cNeste modelo do Velho Capitalismo voc\u00ea tem um ambiente pouco prop\u00edcio para inova\u00e7\u00e3o, porque \u00e9 altamente regulado, burocr\u00e1tico, e voc\u00ea acaba atrasando os processos de desenvolvimento de CT&amp;I. Por isso, se a empresa n\u00e3o enxergar que, quanto mais irrespons\u00e1vel ela for, mais regula\u00e7\u00e3o vai existir, e menor \u00e9 o espa\u00e7o para inovar\u201d, frisou Camila.<\/p>\n<p>Porter tamb\u00e9m acredita que a empresa consegue resolver com mais escala, mais rapidez e efici\u00eancia os problemas da sociedade, mas, para Camila, n\u00e3o \u00e9 bem assim. A gestora explicou que em algumas quest\u00f5es, as empresas t\u00eam, sim, mais capacidade para resolver, mas n\u00e3o sozinhas, juntas das organiza\u00e7\u00f5es sociais. E \u00e9 neste ponto que entra o valor compartilhado.<\/p>\n<p><strong>Case de sucesso<\/strong><\/p>\n<p>Para mostrar na pr\u00e1tica como isso funciona, a palestrante levou tr\u00eas cases. Um deles, o da empresa F\u00edbria, que h\u00e1 alguns anos tinha suas fazendas invadidas com frequ\u00eancia por apicultores, que entravam para coletar mel. Essa coleta era realizada de forma prec\u00e1ria, colocando fogo para espantar as abelhas e fazer a coleta.<\/p>\n<p>\u201cNo velho capitalismo, como a empresa lidava com isso? Aumentando a patrulha, colocando cerca, entrando em conflito com o grupo e proibindo o acesso. Mas a F\u00edbria fez o contr\u00e1rio, investiu em capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, treinamento, e integra\u00e7\u00e3o dos interesses, realizando feiras e fortalecendo o manejo. Com isso, a empresa os ajudou a certificar o produto como org\u00e2nico, dando apoio para exporta\u00e7\u00e3o. Isso ajudou a aumentar a renda dos apicultores. E a empresa, agora, tem maior controle das fazendas e maior cuidado ambiental\u201d, contou a palestrante.<\/p>\n<p>Para Camila, \u00e9 necess\u00e1rio reconectar o sucesso da empresa ao progresso social, ou seja agregar dimens\u00e3o social \u00e0 estrat\u00e9gia da empresa e gerar vantagem competitiva. \u201cQuando empresas agem como empresas &#8211; n\u00e3o como doadores &#8211; elas podem ser fortes para resolver problemas sociais e provocar uma onda de inova\u00e7\u00e3o e produtividade\u201d, finalizou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aquele modelo de neg\u00f3cio, no qual empresas prosperam \u00e0s custas<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":26737,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[3],"tags":[],"calendar":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26736"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26736"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26736\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26738,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26736\/revisions\/26738"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26737"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26736"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26736"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26736"},{"taxonomy":"calendar","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/calendar?post=26736"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}