{"id":26710,"date":"2018-09-18T19:36:25","date_gmt":"2018-09-18T22:36:25","guid":{"rendered":"http:\/\/anprotec.org.br\/site\/?p=26710"},"modified":"2018-09-18T19:36:25","modified_gmt":"2018-09-18T22:36:25","slug":"empreendedorismo-inovador-sera-fundamental-para-a-transformacao-no-sistema-de-saude-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/2018\/09\/empreendedorismo-inovador-sera-fundamental-para-a-transformacao-no-sistema-de-saude-brasileiro\/","title":{"rendered":"Empreendedorismo inovador ser\u00e1 fundamental para a transforma\u00e7\u00e3o no sistema de sa\u00fade brasileiro"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-26711\" src=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/WhatsApp-Image-2018-09-18-at-18.37.43-270x160.jpeg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"160\" \/>O sistema de sa\u00fade brasileiro sofre h\u00e1 alguns anos com a precariza\u00e7\u00e3o, e os custos disso s\u00e3o altos. O Brasil \u00e9, atualmente, o 4\u00ba pa\u00eds com maiores gastos em sa\u00fade, e a conta n\u00e3o para de aumentar. \u00c9 necess\u00e1ria uma transforma\u00e7\u00e3o no setor, e ela pode n\u00e3o estar t\u00e3o longe. A tend\u00eancia \u00e9 que ela venha de dentro de pequenas &#8211; mas poderosas &#8211; empresas, as startups.<\/p>\n<p>Em sua apresenta\u00e7\u00e3o no Minicurso Gerando Neg\u00f3cios Inovadores na \u00e1rea de Sa\u00fade, no primeiro dia da Conferencia Anprotec (17\/09), Alexandre Pino, coordenador do Programa de Engenharia Biom\u00e9dica da Coppe\/UFRJ, trouxe n\u00fameros que explicam as oportunidades que o Brasil perde por n\u00e3o investir em um setor que precisa de melhorias urgentes, entre elas o fato de importar muito, inclusive insumos b\u00e1sicos, o que faz com que tudo seja muito mais caro.<\/p>\n<p>\u201cA forma como nosso sistema de sa\u00fade se mant\u00e9m hoje \u00e9 insustent\u00e1vel. A ind\u00fastria brasileira precisa de uma inje\u00e7\u00e3o de \u00e2nimo, porque somos deficit\u00e1rios na balan\u00e7a comercial em quase tudo que diz respeito \u00e0 \u00e1rea da sa\u00fade. Dessa forma, o pa\u00eds n\u00e3o det\u00e9m nem mesmo as tecnologias que usa e, se um dia n\u00e3o pudermos mais comprar de fora, como faremos? \u00c9 importante desenvolver coisas aqui\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p><strong>Demandas e tend\u00eancias <\/strong><\/p>\n<p>Mas n\u00e3o basta apenas produzir tecnologias como as que j\u00e1 existem. Para Pino, \u00e9 preciso mudar a nossa rela\u00e7\u00e3o com a sa\u00fade, que hoje se baseia em tratar, e n\u00e3o em prevenir. Recuperar a sa\u00fade \u00e9 sempre mais caro.<\/p>\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o entre tratar e prevenir pode ser vista pelas startups como um desafio a ser resolvido. Hoje j\u00e1 existem projetos sendo desenvolvidos no exterior para que, antes mesmo de chegar a um hospital, o paciente possa realizar um autoatendimento em cabines, onde ter\u00e1 acesso a v\u00e1rios materiais para fazer o pr\u00e9-atendimento junto a um profissional que estar\u00e1 o orientando de forma remota.<\/p>\n<p>Esta ideia evita que os hospitais fiquem sempre lotados e que as pessoas cheguem j\u00e1 com problemas agravados, que custam muito mais para tratar. Mas, basta fazer uma an\u00e1lise b\u00e1sica pelo no sistema de sa\u00fade, tanto p\u00fablico, quanto privado, que \u00e9 poss\u00edvel enxergar os desafios que poder\u00e3o ser solucionados com tecnologias que j\u00e1 existem e s\u00e3o usadas para outras aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cTemos que usar essa tecnologia que chega via celular, computador, nuvem, para centralizar as informa\u00e7\u00f5es. Muitas dessas tecnologias j\u00e1 est\u00e3o dispon\u00edveis e s\u00e3o usadas em outras aplica\u00e7\u00f5es, banco, petr\u00f3leo, energia, e podemos trazer essas coisas para sa\u00fade\u201d, destacou Pina.<\/p>\n<p>Para ele, algumas das grandes demandas do Brasil, hoje, que precisam de inova\u00e7\u00f5es para serem solucionadas ou melhoradas s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Doen\u00e7as negligenciadas<\/li>\n<li>Doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis<\/li>\n<li>Sa\u00fade mental<\/li>\n<li>Viol\u00eancia e acidentes<\/li>\n<li>Vulnerabilidade tecnol\u00f3gica<\/li>\n<li>Marca passo<\/li>\n<li>F\u00e1rmacos e kit diagn\u00f3sticos<\/li>\n<li>Implantes ortop\u00e9dicos<\/li>\n<li>Bioprodutos de uso terap\u00eautico<\/li>\n<li>Vacinas<\/li>\n<li>C\u00e9lulas tronco<\/li>\n<li>Desigualdades regionais<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>A contribui\u00e7\u00e3o das Startups<\/strong><\/p>\n<p>Dentro das demandas do Brasil, \u00e9 poss\u00edvel pensar em diversas inova\u00e7\u00f5es que podem ajudar na resolu\u00e7\u00e3o desses problemas, e, ao mesmo tempo que gerar lucro. Um neg\u00f3cio inovador deve ser \u00fatil e solucionar um problema, mas \u00e9 importante sempre pensar em como posicion\u00e1-lo no mercado.<\/p>\n<p>Leopoldo Schipmann de Lima<strong>,<\/strong>\u00a0Gerente de Inova\u00e7\u00e3o da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, conta que o hospital j\u00e1 trabalha com startups h\u00e1 alguns anos e aprendeu a desenvolver algumas coisas com elas e, com isso, hoje est\u00e3o criando o que chamam de spin offs, que s\u00e3o iniciativas de inova\u00e7\u00e3o incentivadas por funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u201cTrabalhar com startups \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o complementar, mas n\u00f3s entendemos que a pessoa que est\u00e1 no dia a dia, trabalhando com aquele processo, vai identificar mais facilmente falhas e melhorias, e isso pode virar um neg\u00f3cio. N\u00e3o necessariamente uma startup atua com essa dor, porque ela n\u00e3o est\u00e1 dentro do processo, mas uma n\u00e3o exclui a outra\u201d, explicou Schipmann.<\/p>\n<p>Para trabalhar inova\u00e7\u00e3o dentro de uma corpora\u00e7\u00e3o, segundo Schipmann, s\u00e3o necess\u00e1rios tr\u00eas fortes crit\u00e9rios: vis\u00e3o de longo prazo, porque a inova\u00e7\u00e3o n\u00e3o acontece r\u00e1pido; alinhamento de interesse dos <em>steakholders<\/em>; e trabalhar incentivos.<\/p>\n<p>Um dos cases de sucesso do hospital apresentados \u00e9 de telemedicina. O projeto se desenvolveu dentro da diretoria de inova\u00e7\u00e3o e, h\u00e1 alguns anos, eram feitos poucos atendimentos, mas, hoje, isso expandiu e virou uma \u00e1rea de neg\u00f3cios dentro do hospital. Este ano j\u00e1 foram feitos cerca de 100 mil teleatendimentos.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma das tend\u00eancias globais que Pina apresentou e que as startups poder\u00e3o atuar criando solu\u00e7\u00f5es para a sa\u00fade. Al\u00e9m da telemedicina, Pina elencou como tend\u00eancias com espa\u00e7o para startups de sa\u00fade as seguintes tecnologias:<\/p>\n<ul>\n<li>Hospital em casa (home care)<\/li>\n<li>Tecnologias assistivas<\/li>\n<li>Dispositivos vest\u00edveis<\/li>\n<li>Dispositivos implant\u00e1veis<\/li>\n<li>Intelig\u00eancia artificial<\/li>\n<li>Big data and cloud computing<\/li>\n<li>Blockchains<\/li>\n<li>Gadget<\/li>\n<li>Interface c\u00e9rebro m\u00e1quina<\/li>\n<li>Internet das coisas<\/li>\n<li>Imagens m\u00e9dicas<\/li>\n<li>Realidade aumentada<\/li>\n<li>Realidade virtual<\/li>\n<li>Holografia<\/li>\n<li>Rob\u00f3tica<\/li>\n<li>Impressoras 3D<\/li>\n<li>Jogos<\/li>\n<\/ul>\n<p>Outro case que Schipmann citou foi o de um sistema de gest\u00e3o de escalas m\u00e9dicas, que parece simples, mas tem um potencial de mercado grande e j\u00e1 est\u00e1 sendo usado em 150 hospitais brasileiros, podendo ser aplicado tamb\u00e9m para outras \u00e1reas, como redes de TV, infraestrutura entre outras. O sistema foi ideia de um dos m\u00e9dicos da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA inova\u00e7\u00e3o s\u00f3 tem a contribuir. As pequenas empresas e startups, que s\u00e3o \u00e1geis para criar solu\u00e7\u00f5es, ter\u00e3o papel fundamental, integrando informa\u00e7\u00f5es, distribuindo melhor o acesso \u00e0 preven\u00e7\u00e3o, e inovando no pr\u00e9-tratamento. Elas v\u00e3o mudar esse cen\u00e1rio que temos hoje no sistema de sa\u00fade\u201d, pontuou Pina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sistema de sa\u00fade brasileiro sofre h\u00e1 alguns anos com<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":26711,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[3],"tags":[],"calendar":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26710"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26710"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26710\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26712,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26710\/revisions\/26712"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26711"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26710"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26710"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26710"},{"taxonomy":"calendar","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/calendar?post=26710"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}