{"id":26689,"date":"2018-09-18T12:19:31","date_gmt":"2018-09-18T15:19:31","guid":{"rendered":"http:\/\/anprotec.org.br\/site\/?p=26689"},"modified":"2018-09-18T12:19:31","modified_gmt":"2018-09-18T15:19:31","slug":"tecnologia-e-inovacao-serao-a-chave-para-tornar-o-agronegocio-brasileiro-mais-competitivo-globalmente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/2018\/09\/tecnologia-e-inovacao-serao-a-chave-para-tornar-o-agronegocio-brasileiro-mais-competitivo-globalmente\/","title":{"rendered":"Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o ser\u00e3o a chave para tornar o agroneg\u00f3cio brasileiro mais competitivo globalmente"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-26690\" src=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/WhatsApp-Image-2018-09-18-at-11.18.04-270x160.jpeg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"160\" \/>O processo de inova\u00e7\u00e3o nunca \u00e9 feito apenas por um \u00fanico ator, envolve parcerias de diversos setores e apoio de muitos lados, principalmente, quando o tema \u00e9 tecnologia para o setor econ\u00f4mico mais importante do Brasil, o agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>No primeiro painel do F\u00f3rum de Inova\u00e7\u00e3o Sebrae, realizado no primeiro dia de Confer\u00eancia Anprotec 2018 (17\/09), contou com o tema \u201cInova\u00e7\u00e3o no AGRO, panorama e oportunidades para os pequenos neg\u00f3cios\u201d. Na ocasi\u00e3o, os painelistas, de diversos segmentos, falaram sobre as necessidades do agroneg\u00f3cio e de como a inova\u00e7\u00e3o pode impulsionar mais ainda o setor de forma mundial.<\/p>\n<p>\u00c9 importante saber que nem sempre o Brasil esteve entre um dos maiores produtores de alimentos do mundo. De com os palestrantes, no final dos anos 70, o pa\u00eds precisou importar alimentos &#8211; e n\u00e3o aqueles que dificilmente se desenvolvem nos nossos campos, mas arroz, feij\u00e3o e at\u00e9 mesmo leite.<\/p>\n<p>Esse problema foi resolvido no in\u00edcio dos anos 80 com ajuda da tecnologia, que nos colocou no ranking como um dos maiores produtores de alimentos do mundo, e fez do agroneg\u00f3cio o setor mais importante para a nossa economia at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o da tecnologia com o agroneg\u00f3cio \u00e9 de longa data e exige que as institui\u00e7\u00f5es de desenvolvimento tecnol\u00f3gico estejam lado a lado das empresas, porque as inova\u00e7\u00f5es s\u00f3 se desenvolvem &#8211; e passam a trazer impactos para a sociedade &#8211; quando s\u00e3o realizadas dentro do \u00e2mbito privado.<\/p>\n<p><strong>O dia a dia das institui\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Para o Presidente da Ag\u00eancia Paulista de Tecnologia dos AgroNeg\u00f3cios, Orlando Castro, o distanciamento entre as institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e as empresas faz com que o desenvolvimento das inova\u00e7\u00f5es seja muito mais lento, o dificulta a cria\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es que poderiam ser rapidamente absorvidas pelo mercado.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma grande dificuldade de se iniciar uma pesquisa ou projeto a partir da necessidade do mercado, principalmente para o agroneg\u00f3cio. Temos que gerar tecnologia para essa agricultura que temos hoje, que exige um alimento mais saud\u00e1vel, com uma boa produ\u00e7\u00e3o e menos desperd\u00edcio. As grandes institui\u00e7\u00f5es de pesquisa precisam entender essa demanda e ajudar a criar novos produtos, variedades mais ricas, e pensar em controle biol\u00f3gico. Esse \u00e9 o ambiente que temos que fomentar, n\u00e3o tem temos mais condi\u00e7\u00f5es de fazer nada sozinhos\u201d, disse Castro.<\/p>\n<p>Atualmente, no Brasil, j\u00e1 existem mecanismos legais para estreitar cada vez mais os la\u00e7os entre o p\u00fablico e o privado, \u201cPrecisamos fazer com que o conhecimento que geramos nas universidades e nos institutos de tecnologia e ci\u00eancia possam ser adquiridos por empresas e receber aportes privados para se desenvolverem\u201d.<\/p>\n<p><strong>A import\u00e2ncia dos ambientes de inova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Entretanto, essas pontes n\u00e3o nascem sozinhas \u2013 ainda. Elas precisam de um intermediador e, por isso, institui\u00e7\u00f5es como parques tecnol\u00f3gicos, aceleradoras e incubadoras t\u00eam papel crucial na constru\u00e7\u00e3o do ecossistema de inova\u00e7\u00e3o brasileiro.<\/p>\n<p>Para o\u00a0Diretor Executivo do Parque Tecnol\u00f3gico Botucatu, Carlos Alberto Costa, essas institui\u00e7\u00f5es constroem a base para que a inova\u00e7\u00e3o se desenvolva, fazendo com que as empresas e a academia mudem conceitos e comecem a trabalhar juntas e a compartilhar recursos, tendo mais confian\u00e7a uma na outra.<\/p>\n<p>\u201cUm bom exemplo \u00e9 a cultura dos grandes empreendimentos, que, at\u00e9 poucos anos ainda n\u00e3o tinha absorvido a ideia da inova\u00e7\u00e3o aberta; hoje, isso j\u00e1 est\u00e1 muito mais maduro. E somos procuradores, pois a plataforma vai fazer essa ponte de forma segura\u201d, comentou Carlos.<\/p>\n<p><strong>Como transformar ideias em neg\u00f3cios<\/strong><\/p>\n<p>O empreendedorismo est\u00e1 mais forte do que nunca no Brasil. H\u00e1 diversas formas de se buscar aportes financeiros e mentorias para tentar emplacar uma inova\u00e7\u00e3o no mercado. Mas o que falta para que as ideias virem neg\u00f3cios concretos?<\/p>\n<p>Por um lado, para as startups, ter capital na fase inicial \u00e9 realmente muito importante, e, por outro, existem grandes empresas que n\u00e3o conseguem desenvolver inova\u00e7\u00e3o t\u00e3o rapidamente dentro da pr\u00f3pria casa por diversas burocracias. \u00c9 dessa necessidade, de ambos os lados, que \u00e9 poss\u00edvel criar valor, trabalhando em conjunto.<\/p>\n<p>As empresas t\u00eam buscado, cada vez mais, adaptar seus modelos de neg\u00f3cios para ter ao lado startups que desenvolvam solu\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para suas necessidades. Dentro dessa parceria \u00e9 poss\u00edvel fazer v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es, como exemplificou o CEO da AGTECH Garage, Jos\u00e9 Tom\u00e9.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 poss\u00edvel criar valor de forma conjunta e, dependendo do est\u00e1gio da startup, a empresa pode integr\u00e1-la, fazer um White label, Hubs de Inova\u00e7\u00e3o, tem muitas coisas que podem ser feitas nessa parceria. \u00c9 um ambiente aberto e isso permite ser muito \u00e1gil nas a\u00e7\u00f5es\u201d, explicou Tom\u00e9.<\/p>\n<p><strong>Lado investidor<\/strong><\/p>\n<p>Rubens Fileti, da Mas Soft, mostrou a sua vis\u00e3o como investidor, o que busca em uma empresa nascente e quais os principais pontos de aten\u00e7\u00e3o quando faz o trabalho de prospec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cProcuramos pegar esse tipo de startup e agregar no nosso portf\u00f3lio, mas o ponto base \u00e9, ser\u00e1 que esse fundador n\u00e3o est\u00e1 procurando apenas dinheiro para se desenvolver e ir embora? N\u00e3o entro em nada quando os fundadores est\u00e3o preocupados em sair logo\u201d.<\/p>\n<p>Um dos desafios para quem \u00e9 investidor \u00e9 garantir que os s\u00f3cios das empresas tenham conhecimento em administra\u00e7\u00e3o. Para fazer com que a inova\u00e7\u00e3o seja, de fato, desenvolvida \u00e9 necess\u00e1rio ter no\u00e7\u00e3o se \u00e9 vi\u00e1vel para o mercado, qual a dificuldade de emplacar o produto, as formas de divulga\u00e7\u00e3o, se haver\u00e1 p\u00fablico, e custos. Isso vai muito al\u00e9m do conhecimento t\u00e9cnico que as empresas oferecem.<\/p>\n<p><strong>Onde precisamos avan\u00e7ar em inova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de termos avan\u00e7ado muito em pouco tempo dentro do agroneg\u00f3cio, o Brasil ainda precisa se desenvolver em muitas \u00e1reas, principalmente para solucionar necessidades do mercado, a fim de impulsionar a nossa competitividade, tanto na \u00e1rea de agroneg\u00f3cio quanto na \u00e1rea de tecnologia e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dos pontos citado por Orlando Castro foi a produ\u00e7\u00e3o dos alimentos mais saud\u00e1veis que o novo consumidor est\u00e1 exigindo. Trata-se de trabalhar em toda cadeia de agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>\u201cTemos que gerar tecnologia para essa agricultura. \u00c9 necess\u00e1rio que voc\u00ea tenha institui\u00e7\u00f5es de pesquisa que atendam essa demanda, novos produtos, variedades mais ricas, pensar em controle biol\u00f3gico para diminuir o uso de agrot\u00f3xicos, pensar nos fitoter\u00e1picos para pecu\u00e1ria, etc., porque o mercado brasileiro e internacional vai exigir que o produto final tenha um desenvolvimento diferente\u201d.<\/p>\n<p>Outra \u00e1rea que necessita de avan\u00e7o segundo os painelistas, \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o das tecnologias. Rubens destacou que h\u00e1, sim, muitas solu\u00e7\u00f5es e apps, mas \u00e9 necess\u00e1rio pensar em como o produtor vai integrar tudo sem precisar abrir v\u00e1rias coisas ou usar plataformas diferentes, porque isso dificultar\u00e1 o trabalho em vez de ajudar. Segundo Rubens, \u00e9 necess\u00e1rio come\u00e7ar a \u201cagregar valor no servi\u00e7o e n\u00e3o apenas no produto\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O processo de inova\u00e7\u00e3o nunca \u00e9 feito apenas por um<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":26690,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[3],"tags":[],"calendar":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26689"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26689"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26689\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26691,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26689\/revisions\/26691"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26690"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26689"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26689"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26689"},{"taxonomy":"calendar","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/calendar?post=26689"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}