{"id":26668,"date":"2018-09-17T21:30:43","date_gmt":"2018-09-18T00:30:43","guid":{"rendered":"http:\/\/anprotec.org.br\/site\/?p=26668"},"modified":"2018-09-17T21:30:43","modified_gmt":"2018-09-18T00:30:43","slug":"na-mao-de-startups-tecnologias-ganham-novas-aplicacoes-para-solucionar-deficits-do-agronegocio-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/2018\/09\/na-mao-de-startups-tecnologias-ganham-novas-aplicacoes-para-solucionar-deficits-do-agronegocio-brasileiro\/","title":{"rendered":"Na m\u00e3o de startups, tecnologias ganham novas aplica\u00e7\u00f5es para solucionar d\u00e9ficits do agroneg\u00f3cio brasileiro"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de startups no Brasil cresce a cada ano e, muitas delas, j\u00e1 enxergaram no agroneg\u00f3cio &#8211; setor respons\u00e1vel pela maior parcela do PIB brasileiro (23% em 2017) &#8211; uma grande oportunidade para inovar e trazer propostas que, al\u00e9m de lucrativas, v\u00e3o mudar a forma de atua\u00e7\u00e3o do setor, tornando-o mais sustent\u00e1vel e respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Para mostrar, na pr\u00e1tica, o que est\u00e1 sendo constru\u00eddo no pa\u00eds, o F\u00f3rum de Inova\u00e7\u00e3o Sebrae, que aconteceu durante a Confer\u00eancia Anprotec 2018, em Goi\u00e2nia &#8211; GO, contou com tr\u00eas startups que, usando tecnologias j\u00e1 conhecidas, inovaram ao dar a elas novas fun\u00e7\u00f5es dentro do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Confira as empresas apresentadas e seus cases de sucesso.<\/p>\n<p><strong>Systech Feeder<\/strong><\/p>\n<p>Imagine poder acompanhar pelo seu pr\u00f3prio celular o desenvolvimento de bezerras da sua fazenda. Saber como est\u00e1 a alimenta\u00e7\u00e3o delas, entender o comportamento para identificar doen\u00e7as, medir a altura e pesar sem utilizar balan\u00e7a. Isso j\u00e1 acontece, e a proposta \u00e9 de u<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-26670\" src=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/WhatsApp-Image-2018-09-17-at-21.08.58-1-270x160.jpeg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"160\" srcset=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/WhatsApp-Image-2018-09-17-at-21.08.58-1-270x160.jpeg 270w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/WhatsApp-Image-2018-09-17-at-21.08.58-1-50x31.jpeg 50w\" sizes=\"(max-width: 270px) 100vw, 270px\" \/>ma startup, a Systech Feeder.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o surgiu a partir de uma necessidade, um problema identificado na cadeia leiteira. Muitas bezerras n\u00e3o se alimentam corretamente durante os primeiros 60 dias de vida e, por conta disso, desenvolvem doen\u00e7as e, consequentemente, causam preju\u00edzos para os produtores.<\/p>\n<p>Para tentar solucionar esse problema, a empresa desenvolveu um alimentador inteligente que tamb\u00e9m faz monitoramento da sa\u00fade da bezerra. Todas as informa\u00e7\u00f5es geradas podem ser acessadas pelo o aplicativo no celular.<\/p>\n<p>O projeto se parece com uma pequena casinha cheia de sensores, e conta com um alimentador que pode ser retirado e higienizado facilmente. Sensores na base fazem a pesagem do animal e os das laterais medem a altura.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 tamb\u00e9m um sensor que mede a temperatura do ambiente, o que ajuda o produtor a adaptar melhor o local para que a bezerra tenha um melhor desenvolvimento.<\/p>\n<p>O sensor de alimenta\u00e7\u00e3o indica o quanto a bezerra est\u00e1 comendo. Quando o animal est\u00e1 com o peso, ideal, comendo o valor certo de concentrado e se desenvolvendo bem, a solu\u00e7\u00e3o indica que j\u00e1 ele est\u00e1 pronto para o desmame.<\/p>\n<p>A empresa est\u00e1 trabalhando agora em melhorar a solu\u00e7\u00e3o e implantar novos sensores para avaliar a temperatura corporal sem encostar no animal. Toda tecnologia j\u00e1 passou por testes de campo, mas, necessitam de outros, por isso, a empresa tem buscado novos parceiros.<\/p>\n<p><strong>Biogyn<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-26673\" src=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/WhatsApp-Image-2018-09-17-at-21.29.21-270x160.jpeg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"160\" \/>O perfil do consumidor mudou. N\u00e3o basta mais produzir muitos alimentos, \u00e9 necess\u00e1rio produzir alimentos de qualidade, saud\u00e1veis, que atendam essa nova demanda de consumo. Atualmente, o Brasil \u00e9 considerado um dos maiores consumidores de agrot\u00f3xicos do mundo. Cerca de 70% dos alimentos consumidos est\u00e3o contaminados com pesticidas.<\/p>\n<p>Mas, de que forma os produtores podem continuar produzindo cada vez mais alimentos, de boa qualidade e de maneira sustent\u00e1vel? Foi pensando nessa necessidade que tr\u00eas pesquisadoras da Universidade Federal de Goi\u00e1s decidiram criar microvespas para auxiliar no controle de pragas.<\/p>\n<p>O controle biol\u00f3gico realizado pela microvespa, que tem menos de 1 mil\u00edmetro de comprimento, \u00e9 feito de forma controlada pelas pesquisadoras e pelos produtores, e, ao contr\u00e1rio do que muitos imaginam, trata-se de um parasitoide n\u00e3o geneticamente modificado.<\/p>\n<p>A microvespa \u00e9 coletada no ambiente e criada em grande quantidade para ser liberada no campo. As libera\u00e7\u00f5es s\u00e3o realizadas e elas buscam um hospedeiro, que, no caso, s\u00e3o os ovos de mariposas e borboletas, e fazem a ovoposi\u00e7\u00e3o dentro deles. \u00c9 um controle realizado antes mesmo da praga causar danos.<\/p>\n<p>Para cada cultura h\u00e1 uma quantidade certa a ser liberada, para o milho, por exemplo, s\u00e3o necess\u00e1rias 700 mil vespas por hectare. Cada uma delas pode colocar de 30 a 35 ovos por dia.<\/p>\n<p>No ano passado, a startup desenvolveu um teste em campo com um pequeno produtor que, nos anos anteriores tinha realizado o controle de lagartas com agrot\u00f3xicos sete vezes durante o ano. Com o controle biol\u00f3gico, n\u00e3o foi necess\u00e1rio uso de agrot\u00f3xico nenhuma vez, a praga foi controlada de forma natural e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Trata-se de uma inova\u00e7\u00e3o segura para o aplicador, o consumidor e tamb\u00e9m para o ambiente.<\/p>\n<p><strong>Sensix<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-26671\" src=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/WhatsApp-Image-2018-09-17-at-21.08.58-270x160.jpeg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"160\" srcset=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/WhatsApp-Image-2018-09-17-at-21.08.58-270x160.jpeg 270w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/WhatsApp-Image-2018-09-17-at-21.08.58-50x31.jpeg 50w\" sizes=\"(max-width: 270px) 100vw, 270px\" \/>A \u00faltima startup do F\u00f3rum mostrou como ainda \u00e9 poss\u00edvel inovar com tecnologias j\u00e1 conhecidas em outras \u00e1reas: os drones.<\/p>\n<p>O uso de drones no agroneg\u00f3cio n\u00e3o \u00e9 novidade. Ao longo dos \u00faltimos 10 anos, o setor tenta otimizar a utiliza\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a para trazer bons resultados. Pensando em como dar uma nova fun\u00e7\u00e3o ao o equipamento, a Sensix desenvolveu um programa de monitoramento que usa os drones como meio de transporte, gerando indicadores para o produtor.<\/p>\n<p>Os sensores alocados nos drones s\u00e3o capazes de coletar imagens das lavouras para que o sistema possa fazer a an\u00e1lise inteligente dessas imagens. Com essas c\u00e2meras, \u00e9 poss\u00edvel detectar se a planta est\u00e1 estressada antes mesmo delas ficarem amarelas, por exemplo. Com base nas informa\u00e7\u00f5es da vegeta\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel procurar por pragas e controlar fazendas com muitos hectares de forma mais f\u00e1cil e assertiva.<\/p>\n<p>Usar drones aliados a tecnologia de processamento de dados ajuda na rastreabilidade da safra, faz com que o produtor possa acompanhar onde est\u00e3o os problemas e resolv\u00ea-los de forma r\u00e1pida, sem que ele se espalhe por toda lavoura. A empresa, de quebra, entrega uma tecnologia que pode dar utilidade a muitos drones parados em galp\u00f5es pelo Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de startups no Brasil cresce a cada ano<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":26669,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[3],"tags":[],"calendar":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26668"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26668"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26668\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26674,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26668\/revisions\/26674"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26669"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26668"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26668"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26668"},{"taxonomy":"calendar","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/calendar?post=26668"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}