{"id":25851,"date":"2018-07-24T14:55:40","date_gmt":"2018-07-24T17:55:40","guid":{"rendered":"http:\/\/anprotec.org.br\/site\/?p=25851"},"modified":"2018-07-24T14:55:40","modified_gmt":"2018-07-24T17:55:40","slug":"empreendedorismo-de-impacto-social-cresce-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/2018\/07\/empreendedorismo-de-impacto-social-cresce-no-brasil\/","title":{"rendered":"Empreendedorismo de impacto social cresce no Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\u00a0<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-25853 alignleft\" src=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/empreender.jpg\" alt=\"\" width=\"294\" height=\"186\" srcset=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/empreender.jpg 370w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/empreender-300x191.jpg 300w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/empreender-230x146.jpg 230w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/empreender-50x32.jpg 50w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/empreender-118x75.jpg 118w\" sizes=\"(max-width: 294px) 100vw, 294px\" \/>Empreender para promover cidadania e resolver um problema social e ambiental. Este prop\u00f3sito tem motivado o surgimento de v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es e startups, empresa de inova\u00e7\u00e3o e base tecnol\u00f3gica, que conjugam os resultados financeiros \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios para uma comunidade carente de servi\u00e7os b\u00e1sicos, como educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, moradia, emprego e outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O foco deste tipo de empreendimento, conhecido como neg\u00f3cio de impacto, est\u00e1 na base da pir\u00e2mide social brasileira, composta, principalmente, por classes menos favorecidas. No Brasil, cerca de 168 milh\u00f5es de pessoas integram as camadas com faixas de renda mais baixas, segundo o \u00faltimo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Foi com o olhar nesta popula\u00e7\u00e3o que Kdu dos Anjos iniciou o projeto \u201cL\u00e1 da Favelinha\u201d, no Aglomerado da Serra, maior comunidade de Belo Horizonte (MG), com 150 mil habitantes. Apaixonado por livros, o ator de teatro e cantor de rap montou inicialmente uma biblioteca popular em um pequeno espa\u00e7o, que acabou se transformando num ponto de forma\u00e7\u00e3o educacional, cultural e gerador de renda para as fam\u00edlias da comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No ritmo do passinho e com as rimas do rap, a organiza\u00e7\u00e3o cresceu promovendo eventos, oficinas, apresenta\u00e7\u00e3o de artistas locais, palestras e vendendo roupas produzidas na regi\u00e3o. Atualmente, cerca de 70 fam\u00edlias t\u00eam renda a partir das atividades realizadas pela Favelinha, que tamb\u00e9m serve de apoio para encaminhar jovens para o mercado de trabalho formal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cPor que investir na periferia? Hoje, 65% das crian\u00e7as est\u00e3o na periferia. Os resultados est\u00e3o incr\u00edveis, desde o resultado social, do amor, da crian\u00e7a que j\u00e1 reprovou tr\u00eas vezes e hoje em dia \u00e9 a melhor aluna da escola. Foi toda uma quest\u00e3o de empoderamento e v\u00e1rias fam\u00edlias est\u00e3o gerando renda, gente que s\u00f3 tinha o tr\u00e1fico ou o subemprego como destino\u201d, relata Kdu dos Anjos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Panorama<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Brasil tem 17 milh\u00f5es de pequenos neg\u00f3cios, que representam 99% do total de empresas do pa\u00eds, 52% dos postos de trabalho e contabilizam 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do pa\u00eds, segundo o Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Dentro deste universo, houve crescimento, nos \u00faltimos dez anos, do n\u00famero de neg\u00f3cios de impacto no Brasil e no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Levantamento do Sebrae em parceria com o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) identificou mais de 800 neg\u00f3cios de impacto social em todo o pa\u00eds. Boa parte dos novos neg\u00f3cios que prestam servi\u00e7os sociais e geram desenvolvimento econ\u00f4mico \u00e9 startups.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cVoc\u00ea pode ter um neg\u00f3cio que j\u00e1 existe h\u00e1 anos, que tem um modelo de gest\u00e3o tradicional, mas que ao mesmo tempo gera um impacto. Agora, os que est\u00e3o surgindo hoje, a grande maioria s\u00e3o startups, s\u00e3o jovens que come\u00e7am a olhar para a base da pir\u00e2mide como uma oportunidade pra tamb\u00e9m atender um anseio de contribuir pra uma causa\u201d, explica C\u00e9lio Cabral Sousa J\u00fanior, gerente nacional de Inova\u00e7\u00e3o, Tecnologia e Sustentabilidade do Sebrae<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os neg\u00f3cios de impacto social tem movimentado cerca de US$ 60 bilh\u00f5es em n\u00edvel global e registrado aumento aproximado de 7% ao ano, segundo levantamento da Ande Brasil (Aspen Network of Development Entrepreneurs), uma rede de empreendedores de pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ainda de acordo com a entidade, em outra pesquisa feita com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), foram alocados US$ 1,3 bilh\u00e3o em investimentos de impacto na Am\u00e9rica Latina em 2014 e 2015. O Brasil foi o segundo maior mercado da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Desafios<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com a premissa de gerar lucro e melhorar a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o, os neg\u00f3cios de impacto tem crescido no Brasil sob v\u00e1rios desafios. Os principais problemas enfrentados pelos empreendedores sociais foram debatidos durante o Startup Summit, primeiro evento nacional sobre empreendedorismo de inova\u00e7\u00e3o e tecnologia realizado em Florian\u00f3polis, nos dias 12 e 13 de julho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A defini\u00e7\u00e3o de um modelo de neg\u00f3cio, a falta de um marco legal espec\u00edfico para o neg\u00f3cio de impacto social e a forma de atra\u00e7\u00e3o e capta\u00e7\u00e3o de recursos foram os principais pontos levantados pelos especialistas e empreendedores sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cEsta \u00e9 uma agenda nova, mas a gente quer muito mais empreendedores de impacto social no Brasil, seja pelos problemas que a gente visualiza todo dia, mas principalmente pra pensar como \u00e9 que voc\u00eas podem trazer solu\u00e7\u00f5es inovadoras para resolver os problemas sociais no Brasil\u201d, disse C\u00e9lia Cruz, economista e diretora do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), organiza\u00e7\u00e3o que articula empres\u00e1rios e investidores em torno de inova\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A especialista apontou que os principais atores da oferta de capital do pa\u00eds atuam por meio de doa\u00e7\u00f5es ou investimentos diretos e defendeu que o movimento deve crescer com a l\u00f3gica de um neg\u00f3cio que gere impacto de forma inovadora e ao mesmo tempo tenha performance e sustentabilidade financeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">C\u00e9lia destacou ainda a import\u00e2ncia de atrair a popula\u00e7\u00e3o-alvo para o desenho dos neg\u00f3cios e de mensurar por meio de indicadores o impacto real do investimento. A organiza\u00e7\u00e3o atua ainda no fortalecimento de intermedi\u00e1rios, que podem ser fundos de investimentos ou universidades.\u201cA gente acredita muito no papel da universidade para formar talentos que j\u00e1 nascem com essa cabe\u00e7a de impacto e performance financeira\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O ICE formou recentemente a Alian\u00e7a pelos Investimentos e Neg\u00f3cios de Impacto, que gerou 15 recomenda\u00e7\u00f5es para o Brasil avan\u00e7ar no apoio ao empreendimento social. A Alian\u00e7a \u00e9 a representante brasileira na rede global formada por 18 pa\u00edses que tamb\u00e9m est\u00e3o atuando por pol\u00edticas de desenvolvimento do setor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Educa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outra organiza\u00e7\u00e3o que tem se destacado no empreendedorismo social no Brasil \u00e9 a \u201cPolitize\u201d, que incentiva a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o e cultura pol\u00edtica. Idealizada por Diego Calegari, que se envolve com causas sociais desde os 17 anos de idade, a Politize atua desde 2014 com o objetivo de gerar conhecimento sobre pol\u00edtica de uma forma f\u00e1cil em diferentes canais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cSempre quis trabalhar com atividades que me conectassem com um prop\u00f3sito, que de alguma maneira me fizesse sentir que meu tempo, minha energia, minha hist\u00f3ria estavam sendo usados para uma causa maior. E escolhi uma causa que \u00e9 pouco comum, a pol\u00edtica, uma \u00e1rea bastante \u00e1rida, que desperta sentimentos negativos na maioria das pessoas\u201d, conta Diego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Depois de tr\u00eas anos no mercado, a Politize tem 14 milh\u00f5es de usu\u00e1rios, uma m\u00e9dia de 2,8 milh\u00f5es de acessos por m\u00eas e disponibiliza mais de 1,3 mil conte\u00fados educativos em podcasts, v\u00eddeos, infogr\u00e1ficos, textos e cursos, entre outro recursos. A organiza\u00e7\u00e3o desenvolve tamb\u00e9m uma estrat\u00e9gia offline, por meio da atua\u00e7\u00e3o de mais de 80 embaixadores que visitam escolas, comunidades, universidades para falar sobre pol\u00edtica e democracia de forma descontra\u00edda e did\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA rea\u00e7\u00e3o \u00e9 muito interessante, porque n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma transforma\u00e7\u00e3o de conquista do conhecimento formal, mas de como a gente emocionalmente se conecta com pol\u00edtica, deixando de ser algo feio, ruim, que se associa \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, pra algo extremamente necess\u00e1rio pra vida de cada um de n\u00f3s\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O empreendedor se queixa que no Brasil ainda h\u00e1 confus\u00e3o deste tipo de neg\u00f3cio com filantropia e que o retorno social ainda \u00e9 pouco vista como uma oportunidade de neg\u00f3cio. Ele tamb\u00e9m critica a quest\u00e3o jur\u00eddica de defini\u00e7\u00e3o das empresas que atuam nesta \u00e1rea e a falta de profissionalismo do setor, que carece muitas vezes de metas, estrat\u00e9gias de gest\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es para capacitar e remunerar a equipe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA gente v\u00ea um setor social muito informal ainda, muito na base da ajuda. Trabalho volunt\u00e1rio \u00e9 sensacional, importante, mas existe um limite do que d\u00e1 pra fazer como volunt\u00e1rio. As pessoas que est\u00e3o se dedicando \u00e0 causa tamb\u00e9m precisam viver. Esperar que todo o trabalho social seja feito somente por voluntariado \u00e9 um equ\u00edvoco e limita muito o impacto de organiza\u00e7\u00f5es que tem um trabalho muito legal\u201d, analisa Diego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Estrat\u00e9gia Nacional<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os principais atores do novo mercado se aproximaram do governo federal para conseguir apoio para o setor e criaram um grupo de trabalho composto por representantes de sete minist\u00e9rios, entre eles o de Desenvolvimento Social (MDS), da Ind\u00fastria (MDIC), do Planejamento, al\u00e9m de organiza\u00e7\u00f5es como PNUD, Sebrae e potenciais financiadores como o BNDES, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Caixa Econ\u00f4mica, Banco do Brasil, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O grupo elaborou a Estrat\u00e9gia Nacional de Investimentos e Neg\u00f3cios de Impacto Social (Enimpacto), que pretende em 10 anos melhorar o ambiente de desenvolvimento das solu\u00e7\u00f5es sociais e promover iniciativas de inclus\u00e3o deste tipo de neg\u00f3cio na cadeia de valor das empresas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m de participar desta estrat\u00e9gia, o Sebrae desenvolve projetos em oito estados do pa\u00eds. A institui\u00e7\u00e3o oferece apoio aos empreendedores desde a concep\u00e7\u00e3o da ideia do empreendimento at\u00e9 a estrutura\u00e7\u00e3o, valida\u00e7\u00e3o do modelo de neg\u00f3cio e no processo de busca por investidor que possar dar o suporte necess\u00e1rio n\u00e3o s\u00f3 financeiro, mas tamb\u00e9m na gest\u00e3o empresarial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cSe a gente compara o Brasil com outros pa\u00edses, o n\u00edvel de investimento que a gente tem em neg\u00f3cios de impacto \u00e9 muito aqu\u00e9m do potencial que a gente teria. Um Brasil com 200 milh\u00f5es de habitantes, com uma base da pir\u00e2mide formada sobretudo por comunidades de baixa renda, temos um volume enorme de pessoas que podem ser beneficiar disso, ou seja, o mercado \u00e9 enorme e tem muito a avan\u00e7ar\u201d, afirmou C\u00e9lio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo o gerente, o Sebrae tem um or\u00e7amento de R$ 45 milh\u00f5es para aplicar em fundos de investimentos em startups. A expectativa \u00e9 que parte desses recursos sejam alocados diretamente nos neg\u00f3cios de impacto social e ambiental. O gerente afirmou tamb\u00e9m que v\u00e1rios fundos privados de investimentos tem demonstrado interesse na \u00e1rea e tem desenvolvido linhas direcionadas para empresas com objetivo social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Fonte: \u00c9poca Neg\u00f3cios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Empreender para promover cidadania e resolver um problema social e<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":25853,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[3],"tags":[],"calendar":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25851"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25851"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25851\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25854,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25851\/revisions\/25854"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25853"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25851"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25851"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25851"},{"taxonomy":"calendar","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/calendar?post=25851"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}