{"id":25471,"date":"2018-06-11T17:37:16","date_gmt":"2018-06-11T20:37:16","guid":{"rendered":"http:\/\/anprotec.org.br\/site\/?p=25471"},"modified":"2018-06-11T17:37:16","modified_gmt":"2018-06-11T20:37:16","slug":"senado-do-futuro-debate-empreendedorismo-no-brasil-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/2018\/06\/senado-do-futuro-debate-empreendedorismo-no-brasil-2\/","title":{"rendered":"Senado do Futuro debate empreendedorismo no Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-25472\" src=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/imagem_materia-270x160.jpg\" alt=\"\" width=\"288\" height=\"171\" \/>O empreendedorismo e as pequenas empresas foram o tema da sexta audi\u00eancia p\u00fablica realizada pela Comiss\u00e3o Senado do Futuro nesta quinta-feira (7) dentro da s\u00e9rie \u201c2022: o Brasil que queremos\u201d. As audi\u00eancias foram requeridas pelo presidente da comiss\u00e3o, senador H\u00e9lio Jos\u00e9 (Pros-DF), em parceria com a sociedade de estudos Uni\u00e3o Planet\u00e1ria. Foram convidados para professores da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV) para avaliarem o momento atual e proporem alternativas para o setor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O senador H\u00e9lio Jos\u00e9 abriu a audi\u00eancia lamentando a aus\u00eancia de representantes do Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e lembrou que com o atual sucateamento do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), o Brasil leva em m\u00e9dia 11 anos para aprovar uma patente. Na \u00e1rea de telecomunica\u00e7\u00f5es, uma patente brasileira leva 14 anos para ser concedida. Isso sem falar na burocracia e nos impostos, que prejudicam as iniciativas de empreendedorismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; Como fazer que as inova\u00e7\u00f5es cheguem ao mercado brasileiro e mundial? O Senado aprovou o\u00a0<a class=\"external-link\" href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/125371\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PLS 150\/2016<\/a>, que permite empresas abrirem em 2 dias e fecharem em 5 dias. Agora est\u00e1 na C\u00e2mara dos Deputados, onde j\u00e1 foi aprovado em uma comiss\u00e3o e aguarda a designa\u00e7\u00e3o de relator na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a. \u00c9 preciso que os parlamentares entendam a urg\u00eancia da desburocratiza\u00e7\u00e3o para apoiarmos a recupera\u00e7\u00e3o da economia. E o empreendedorismo precisa dessa agilidade &#8211; ressaltou o senador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O professor Tales Andreassi, da FGV, fez uma an\u00e1lise do quadro atual. Segundo ele, em 2016 houveram 48 milh\u00f5es de pessoas envolvidas com o empreendedorismo, que correspondiam a 36% da popula\u00e7\u00e3o ativa brasileira. Em 2014 a situa\u00e7\u00e3o era de 17% e em 2001, 14% da popula\u00e7\u00e3o ativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; No Brasil com a crise, cresce o \u00edndice do empreendedor por necessidade e n\u00e3o por oportunidade. Para dar uma ideia da import\u00e2ncia das micro e pequenas empresas, 53% das pessoas que t\u00eam carteira assinada no Brasil trabalham para micro e pequenas empresas. As micro e pequenas contribuem com 20% do PIB brasileiro. Mas \u00e9 pouco, em pa\u00edses desenvolvidos elas ocupam at\u00e9 80% do PIB &#8211; informou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O professor Tales lembrou que 42% das micro e pequenas empresas fecham antes de completar 3 anos de exist\u00eancia. Segundo ele, grande responsabilidade pode ser atribu\u00edda \u00e0 falta de cr\u00e9dito, pois as taxas de juros brasileiras s\u00e3o muito caras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; O cart\u00e3o de cr\u00e9dito custa 10% ao m\u00eas; os bancos emprestam com juros de 4% a 8% ao m\u00eas. O microcr\u00e9dito \u00e9 de 2% a 6% ao m\u00eas. J\u00e1 os Estados Unidos, ap\u00f3s o 11 de setembro, chegaram a emprestar a 2% ao ano. Isso mostra a import\u00e2ncia que um pa\u00eds rico d\u00e1 \u00e0s pequenas empresas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por sua vez, o professor Sanderson Barbalho, da UnB, fez uma cronologia de grandes pensadores das \u00e1reas de economia, administra\u00e7\u00e3o e tecnologia. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, a proximidade das universidades com as empresas \u00e9 um fator determinante para o desenvolvimento tecnol\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; Hoje em dia trabalhamos com o conceito de \u201cdestrui\u00e7\u00e3o criativa\u201d, em que um produto inovador quebra uma s\u00e9rie de conceitos e estruturas anteriormente estabelecidos. Isso ocorreu com o computador dom\u00e9stico, com o telefone celular, com as empresas de internet. Todas essas empresas come\u00e7aram com as mentes criativas de pessoas ligadas \u00e0s universidades, que foram trabalhando o desenvolvimento de suas cria\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">J\u00e1 o professor Vanderlei Bagnato, da USP, destacou a personalidade do empreendedor, que tem de ser um otimista, pois a quantidade de ideias que \u00e9 transformada em produto final \u00e9 de quase uma em 1 milh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; Em 1 milh\u00e3o de ideias, apenas mil v\u00e3o ao que chamamos prova de princ\u00edpios. Destas, apenas 100 se tornam prot\u00f3tipos e somente uma se torna um produto final a chegar no mercado. Ou seja, \u00e9 extremamente necess\u00e1rio termos milhares de pessoas pensando para chegarmos a uma boa ideia que se torne um produto como um tablet ou celular &#8211; esclareceu.<\/p>\n<p><em>*Fonte: Senado Not\u00edcias<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O empreendedorismo e as pequenas empresas foram o tema da<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":25472,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[3],"tags":[],"calendar":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25471"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25471"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25471\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25473,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25471\/revisions\/25473"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25472"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25471"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25471"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25471"},{"taxonomy":"calendar","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/calendar?post=25471"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}