{"id":21265,"date":"2017-11-08T15:40:37","date_gmt":"2017-11-08T18:40:37","guid":{"rendered":"http:\/\/anprotec.org.br\/site\/?p=21265"},"modified":"2017-11-09T16:35:53","modified_gmt":"2017-11-09T19:35:53","slug":"conheca-mais-sobre-as-novas-incubadoras-certificadas-pelo-cerne","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/2017\/11\/conheca-mais-sobre-as-novas-incubadoras-certificadas-pelo-cerne\/","title":{"rendered":"[:pt]Conhe\u00e7a mais sobre as novas incubadoras certificadas pelo Cerne[:]"},"content":{"rendered":"<p>[:pt]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-21290\" src=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Captura-de-Tela-2017-11-08-\u00e0s-21.08.32-270x160.png\" alt=\"Captura de Tela 2017-11-08 \u00e0s 21.08.32\" width=\"270\" height=\"160\" \/>Durante a \u00faltima Confer\u00eancia Anprotec, realizada na cidade do Rio de Janeiro, mais cinco incubadoras receberam a certifica\u00e7\u00e3o Cerne: a Unitec \u2013 Unisinos, de S\u00e3o Leopoldo (RS); o Parque de Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico \u2013 Padetec \u2013 Fortaleza (CE); a Incubadora Tecnol\u00f3gica e do Agroneg\u00f3cio de Mossor\u00f3 \u2013 IAGRAM \u2013 Mossor\u00f3 (RN); a SUPERA Incubadora de Empresas de Base Tecnol\u00f3gica de Ribeir\u00e3o Preto \u2013 Ribeir\u00e3o Preto (SP); e a Incubadora Santos Dumont \u2013 Foz do Igua\u00e7u (PR).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Anprotec conversou com representantes dessas incubadoras e perguntou a respeito dos preparativos para a certifica\u00e7\u00e3o e sobre os desafios e benef\u00edcios identificados ao longo do processo. Confira abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Unitec \u2013 Unisinos, de S\u00e3o Leopoldo (RS)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cCome\u00e7amos o processo de implanta\u00e7\u00e3o do Cerne no final de 2014. J\u00e1 t\u00ednhamos processos naquela \u00e9poca, mas o Cerne ajudou a organiz\u00e1-los de forma mais sistematizada. O Cerne 1, com sua espinha dorsal de oito macro processos, nos ajudou a visualizar os melhores caminhos\u201d, diz Carlos Eduardo de Souza Aranha, gerente da Unitec. \u201cO resultado foram processos bem estruturados, planejamento e ferramentas bastante eficientes, recursos essenciais quando se tem 50 incubadas, como temos atualmente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo o gerente, essas mudan\u00e7as impactaram positivamente o percurso das 15 startups que se graduaram na Unitec, desde a implanta\u00e7\u00e3o do Cerne. \u201cA qualifica\u00e7\u00e3o, que sempre foi um dos nossos pontos fortes, e o monitoramento, tamb\u00e9m um dos elementos presentes no Cerne, ajudaram na nossa compreens\u00e3o do empreendedor, o que acaba potencializando a trajet\u00f3ria das nossas incubadas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para Aranha, os benef\u00edcios tamb\u00e9m foram sentidos na vertente de mercado. \u201cParticularmente, acredito que a Unitec se destaca pela suas a\u00e7\u00f5es de relacionamento com o mercado. Fazemos uso intenso dos canais dispon\u00edveis, temos uma fanpage, newsletters com contatos nacionais e internacionais e mantemos um excelente relacionamento com grandes ve\u00edculos de m\u00eddia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A institui\u00e7\u00e3o est\u00e1 se planejando para obten\u00e7\u00e3o do Cerne 2. \u201cAs pessoas que trabalham aqui na Unitec est\u00e3o motivadas, constantemente pensando em como colocar em pr\u00e1tica processos e melhorias que possam ajudar no desenvolvimento dos nossos incubados. Quando estamos falando de incubadora, sempre acabamos falando do Cerne\u201d, finaliza Aranha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Parque de Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico (Padetec), de Fortaleza (CE)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cO processo de certifica\u00e7\u00e3o no Cerne vem ocorrendo de uma maneira gradual dentro do Padetec h\u00e1 alguns anos. Neste per\u00edodo, adotamos as pr\u00e1ticas-chave do Cerne e colocamos as nossas empresas dentro do novo registro que o Cerne exige. Isso foi paulatinamente implantado, montamos uma equipe, criamos uma sala especial para o Cerne, conseguimos apoio do Sebrae, entre outras iniciativas\u201d, conta Afr\u00e2nio Craveiro, diretor presidente do Padetec.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O processo tamb\u00e9m impactou as empresas ligadas ao Padetec. \u201cPr\u00e1ticas que demandam a colabora\u00e7\u00e3o das incubadas, por exemplo, a de monitoramento ou os treinamentos, normalmente exigem que os empres\u00e1rios estejam dispostos a compartilhar informa\u00e7\u00f5es ou a investir tempo na capacita\u00e7\u00e3o. Fizemos um trabalho cuidadoso para mostrar a eles que a certifica\u00e7\u00e3o Cerne \u00e9 importante n\u00e3o s\u00f3 para o Padetec, mas tamb\u00e9m para a empresa\u201d, comenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para o presidente da institui\u00e7\u00e3o, os benef\u00edcios da certifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o bastante claros e n\u00e3o se resumem a um novo status perante os incubados. \u201cA incubadora tamb\u00e9m adquire um status diferenciado perante os \u00f3rg\u00e3os financiadores, o que facilita, inclusive, as negocia\u00e7\u00f5es com poss\u00edveis investidores e empres\u00e1rios\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cO selo Cerne \u00e9 uma exig\u00eancia para o sistema, que primou muito no come\u00e7o pela quantidade de incubadoras, n\u00e3o olhando muito para a qualidade. Agora, Cerne est\u00e1 fazendo essa corre\u00e7\u00e3o no sistema. N\u00e3o podemos olhar s\u00f3 para a quantidade de incubadoras no Brasil, mas precisamos garantir tamb\u00e9m a qualidade dessas institui\u00e7\u00f5es\u201d, finaliza Afr\u00e2nio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Incubadora Tecnol\u00f3gica e do Agroneg\u00f3cio de Mossor\u00f3 \u2013 IAGRAM \u2013 Mossor\u00f3 (RN)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Criada em 2005, na ent\u00e3o rec\u00e9m criada Universidade Federal Rural do Semi-\u00c1rido (UFERSA), a Incubadora Tecnol\u00f3gica e do Agroneg\u00f3cio de Mossor\u00f3 \u2013 IAGRAM tinha, no in\u00edcio, o objetivo de apoiar pequenas Associa\u00e7\u00f5es e Cooperativas do Setor de Apicultura de Mossor\u00f3 e Regi\u00e3o com apoio do SEBRAE-RN. Em 2008, incorporou o trabalho com o agroneg\u00f3cio e passou a trabalhar com projetos oriundos da pr\u00f3pria UFERSA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em meados de 2013, a IAGRAM passou por outra abertura de mercado, e come\u00e7ou a incubar projetos de tecnologia, principalmente ligados \u00e0 universidade. \u201cNesta mesma \u00e9poca, come\u00e7amos a implantar o modelo de gest\u00e3o Cerne e logo tivemos um choque de realidade. Incubadoras como a IAGRAM, ligadas a universidades, possuem a cultura das institui\u00e7\u00f5es \u00e0s quais est\u00e3o associadas, e o Cerne traz um modelo mais proativo, mais ligado \u00e0 realidade do mercado\u201d, destaca Ygo Biserra Pereira, gerente operacional da IAGRAM.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA mudan\u00e7a foi bastante dr\u00e1stica. Como o Cerne bate muito na tecla de registro e de processos, as nossas incubadas come\u00e7aram a ter um padr\u00e3o muito maior. Al\u00e9m disso para Universidades, que possuem rotatividade em cargos, esses modelos de gest\u00e3o s\u00e3o especialmente importantes, j\u00e1 que resultam em um Manual de Procedimentos, que v\u00e3o ficar para os pr\u00f3ximos gestores da incubadora\u201d, completa Pereira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>SUPERA Incubadora de Empresas de Base Tecnol\u00f3gica de Ribeir\u00e3o Preto \u2013 Ribeir\u00e3o Preto (SP)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O movimento do Cerne na Supera come\u00e7ou junto \u00e0s primeiras turmas de capacita\u00e7\u00e3o, em 2011 e 2012. \u201cA Supera sempre se preparou para a implanta\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas do Cerne, mas foi quando chegaram os recursos do Sebrae pudemos contratar uma consultoria especializada e pudemos estruturar todas as iniciativas\u201d, diz Reinaldo Tsuyoshi Igarashi, consultor do Cerne na Supera Incubadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No momento dessa estrutura\u00e7\u00e3o, a incubadora j\u00e1 tinha adotado muitas das pr\u00e1ticas sugeridas pelo Cerne, mas faltava a caracteriza\u00e7\u00e3o de um modelo, para caracterizar que os processos estavam dentro dos padr\u00f5es exigidos pela metodologia Cerne. \u201cForam necess\u00e1rios ajustes pequenos em alguns pontos espec\u00edficos e melhorias em pr\u00e1ticas que j\u00e1 estavam sendo executadas, o que fizemos nestes \u00faltimos dois\u201d, conta Igarashi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para o consultor, o principal desafio desse processo foi a mudan\u00e7a da cultura. \u201cAs ferramentas, a tecnologia e o modelo s\u00e3o empregados para auxiliar, mas muitas vezes \u00e9 dif\u00edcil mudar a mentalidade tanto da equipe interna, quanto dos empreendedores, que passaram a ter um papel muito mais ativo e se depararam com um planejamento muito mais intenso, por parte da incubadora\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Incubadora Santos Dumont \u2013 Foz do Igua\u00e7u (PR)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cEm 2012, fomos selecionados por um edital da Anprotec e do Sebrae que garantia recursos para a implanta\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas Cerne e come\u00e7amos a fazer uma grande reformula\u00e7\u00e3o em todo o nosso processo de incuba\u00e7\u00e3o. O novo modelo saiu em 2013, j\u00e1 bastante alinhado \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es do Cerne\u201d, explica Gide\u00e3o Matinc Claro, analista de neg\u00f3cios da Incubadora Santos Dumont\/Parque Tecnol\u00f3gico Itaipu (PTI).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A implanta\u00e7\u00e3o foi bastante aderente \u00e0 realidade do processo de incuba\u00e7\u00e3o. \u201cO Cerne nos diz o que fazer e n\u00e3o como fazer, o que \u00e9 um avan\u00e7o muito grande, j\u00e1 que n\u00e3o restringe a atua\u00e7\u00e3o da incubadora. Isso abriu a possibilidade de implantarmos as pr\u00e1ticas de acordo com as nossas caracter\u00edsticas institucionais, garantindo um melhor resultado\u201d, completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Antes, Gide\u00e3o conta que a incubadora tinha uma m\u00e9dia de 12 projetos ao ano e, atualmente, esse n\u00famero chega a 45 projetos, o que exige mais processos e modelos. No entanto, os benef\u00edcios n\u00e3o se resumem ao aumento no n\u00famero de projetos. \u201cA gest\u00e3o da pr\u00f3pria incubadora foi melhorada e hoje temos uma vis\u00e3o ampliada de todo o processo de incuba\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para finalizar, Gide\u00e3o sugere que o Cerne pode ajudar a fortalecer as incubadoras no pa\u00eds. \u201cA\u00a0 amplia\u00e7\u00e3o do modelo Cerne a um n\u00famero maior de incubadoras pode ajudar na padroniza\u00e7\u00e3o do sistema nacional de incuba\u00e7\u00e3o, respeitando, \u00e9 claro, as caracter\u00edsticas regionais e de cada institui\u00e7\u00e3o. Existem requisitos m\u00ednimos para que uma incubadora possa ser considerada uma incubadora, e o Cerne pode ajudar na identifica\u00e7\u00e3o e cumprimento desses requisitos\u201d, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;[:]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[:pt]A Anprotec conversou com as incubadoras a respeito dos preparativos para a certifica\u00e7\u00e3o e sobre os desafios e benef\u00edcios identificados ao longo do processo. <\/p>\n<p>[:]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":21290,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[3],"tags":[],"calendar":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21265"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21265"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21265\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21300,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21265\/revisions\/21300"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21290"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21265"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21265"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21265"},{"taxonomy":"calendar","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/calendar?post=21265"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}