{"id":10388,"date":"2015-05-21T09:52:26","date_gmt":"2015-05-21T12:52:26","guid":{"rendered":"http:\/\/anprotec.org.br\/site\/?p=10388"},"modified":"2015-05-21T09:52:26","modified_gmt":"2015-05-21T12:52:26","slug":"dilma-sanciona-lei-de-acesso-a-biodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/2015\/05\/dilma-sanciona-lei-de-acesso-a-biodiversidade\/","title":{"rendered":"Dilma sanciona lei de acesso \u00e0 biodiversidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/sancao-lei-bio.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-10389 alignleft\" alt=\"sancao lei bio\" src=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/sancao-lei-bio-300x200.jpg\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/sancao-lei-bio-300x200.jpg 300w, https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/sancao-lei-bio.jpg 580w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quarta, 20, com vetos, o novo Marco Legal da Biodiversidade, que regulamenta o acesso ao patrim\u00f4nio gen\u00e9tico e ao conhecimento tradicional associado. Os vetos n\u00e3o foram apresentados durante a cerim\u00f4nia de san\u00e7\u00e3o da lei, no Pal\u00e1cio do Planalto. De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, os vetos foram pontuais e n\u00e3o descaracterizam o esp\u00edrito da nova lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A nova legisla\u00e7\u00e3o substitui medida provis\u00f3ria em vigor desde 2001, alvo de reclama\u00e7\u00f5es principalmente da ind\u00fastria e da comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A lei define regras para acesso aos recursos da biodiversidade por pesquisadores e pela ind\u00fastria e regulamenta o direito dos povos tradicionais \u00e0 reparti\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios pelo uso de seus conhecimentos da natureza, inclusive com a cria\u00e7\u00e3o de um fundo espec\u00edfico para esse pagamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cConseguimos elaborar uma lei que combina nossa capacidade de desenvolver, de incluir as pessoas nesse desenvolvimento e gerar inova\u00e7\u00e3o a partir de pesquisa em ci\u00eancia e tecnologia. Estamos garantindo que haja um ambiente favor\u00e1vel, amig\u00e1vel, para que pessoas que t\u00eam o conhecimento tradicional tenham direito a uma participa\u00e7\u00e3o, recebam o\u00a0<i>royalty\u00a0<\/i>[direito autoral]; estamos garantindo que pesquisadores n\u00e3o tenham limites para pesquisar; e estamos garantindo que empresas possam, sem conflitos e sem atribula\u00e7\u00f5es ou contesta\u00e7\u00e3o, utilizar esse conhecimento\u201d, disse a presidenta Dilma Rousseff em discurso na cerim\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo Dilma, a nova legisla\u00e7\u00e3o vai permitir que o Brasil avance na corrida pela inova\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de biotecnologia. A presidenta tamb\u00e9m destacou a cria\u00e7\u00e3o do fundo de reparti\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios, que dever\u00e1 garantir repasses para as comunidades tradicionais mesmo quando um conhecimento n\u00e3o estiver atrelado a um grupo espec\u00edfico, como uma determinada tribo ind\u00edgena. A lei determina que as empresas dever\u00e3o depositar no fundo 1% da renda l\u00edquida obtida com a venda do produto acabado ou material reprodutivo oriundo de patrim\u00f4nio gen\u00e9tico, de acordo com o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cEsse processo integra quase 300 povos e comunidades tradicionais, o que mostra, por parte do Brasil, uma grande prova de capacidade de desenvolver-se sem deixar sua popula\u00e7\u00e3o para tr\u00e1s, sem fazer que sua popula\u00e7\u00e3o seja exclu\u00edda disso. Eles v\u00e3o ser respeitados, eles v\u00e3o participar do processo de decis\u00e3o. Enquanto aquilo [produto] estiver sendo comercializado, gerando valor, eles continuar\u00e3o recebendo\u201d, explicou Dilma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Pesquisa<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para os cientistas, a principal mudan\u00e7a na lei \u00e9 a autoriza\u00e7\u00e3o para ter acesso aos recursos da biodiversidade para os estudos. A regra em vigor atualmente classificava como biopirataria as pesquisas feitas sem autoriza\u00e7\u00e3o do Conselho de Gest\u00e3o do Patrim\u00f4nio Gen\u00e9tico, o que colocava muitos na ilegalidade. Agora, os cientistas far\u00e3o um cadastro no Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o e poder\u00e3o iniciar as pesquisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cGaranto aos pesquisadores que eles n\u00e3o ser\u00e3o mais molestados, n\u00e3o sofrer\u00e3o mais o\u00a0<i>bullying <\/i>por terem suas plantas submetidas a processos ou amea\u00e7a de processo que n\u00e3o s\u00e3o compat\u00edveis com a ci\u00eancia e com a pesquisa\u201d, disse o ministro da pasta, Aldo Rebelo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Izabella Teixeira acrescentou que a nova lei vai melhorar a fiscaliza\u00e7\u00e3o por \u201cpermitir saber quais processos t\u00eam que ser fiscalizados\u201d. A ministra tamb\u00e9m destacou que a san\u00e7\u00e3o do novo marco regulat\u00f3rio impulsiona a ratifica\u00e7\u00e3o, pelo Brasil, do Protocolo de Nagoya, instrumento de implementa\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o da Diversidade Biol\u00f3gica (CDB). \u201cDeve propiciar uma nova interlocu\u00e7\u00e3o a respeito da aplica\u00e7\u00e3o da CDB no Brasil, conclu\u00edmos o arcabou\u00e7o jur\u00eddico de aplica\u00e7\u00e3o da conven\u00e7\u00e3o. Espero que a gente possa agora, nesse novo patamar de consolida\u00e7\u00e3o e de entendimento, dialogar com o Congresso Nacional para ratifica\u00e7\u00e3o do Protocolo de Nagoya.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">*Texto da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">*Foto: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><!--:pt-->Nova legisla\u00e7\u00e3o substitui medida provis\u00f3ria em vigor desde 2001, alvo de reclama\u00e7\u00f5es principalmente da ind\u00fastria e da comunidade cient\u00edfica. Vetos n\u00e3o descaracterizam novo marco legal.<!--:--><\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":10389,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[3],"tags":[],"calendar":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10388"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10388"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10388\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10390,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10388\/revisions\/10390"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10389"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10388"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10388"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10388"},{"taxonomy":"calendar","embeddable":true,"href":"https:\/\/anprotec.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/calendar?post=10388"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}