{"id":1857,"date":"2026-07-01T22:34:59","date_gmt":"2026-07-01T22:34:59","guid":{"rendered":"https:\/\/anprotec.org.br\/conferencia2026\/?p=1857"},"modified":"2026-07-01T22:34:59","modified_gmt":"2026-07-01T22:34:59","slug":"liderancas-femininas-debatem-os-rumos-da-inovacao-no-brasil-durante-a-conferencia-anprotec","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anprotec.org.br\/conferencia2026\/liderancas-femininas-debatem-os-rumos-da-inovacao-no-brasil-durante-a-conferencia-anprotec\/","title":{"rendered":"Lideran\u00e7as femininas debatem os rumos da inova\u00e7\u00e3o no Brasil durante a Confer\u00eancia Anprotec"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Mediado por Adriana Ferreira de Faria, o painel reuniu representantes da UEA, da P&amp;D Brasil, do Fortec e da UFAM para discutir empreendedorismo, universidade, setor produtivo, pol\u00edticas p\u00fablicas e o papel estrat\u00e9gico da Amaz\u00f4nia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Manaus (AM), 1\u00ba de julho de 2026 \u2013 O painel &#8220;Lideran\u00e7as Estrat\u00e9gicas e os Rumos da Inova\u00e7\u00e3o no Brasil&#8221;, realizado nesta quarta-feira (1\u00ba) durante a 36\u00aa Confer\u00eancia Anprotec de Empreendedorismo e Ambientes de Inova\u00e7\u00e3o, reuniu lideran\u00e7as de institui\u00e7\u00f5es centrais do ecossistema brasileiro de ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o. Mediado por Adriana Ferreira de Faria, presidente da Anprotec, o encontro tratou de caminhos para fortalecer a articula\u00e7\u00e3o entre universidades, empresas, ambientes de inova\u00e7\u00e3o, pol\u00edticas p\u00fablicas e desenvolvimento regional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Participaram da mesa Michella Lasmar, professora associada da Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Rosilda Prates, presidente da P&amp;D Brasil; Ana Torkomian, presidente do F\u00f3rum Nacional de Gestores de Inova\u00e7\u00e3o e Transfer\u00eancia de Tecnologia (Fortec); e Tanara Lauschner, reitora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Na abertura, Adriana destacou que a proposta do painel era reunir mulheres que ocupam posi\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas no ecossistema, n\u00e3o apenas pela representatividade, mas tamb\u00e9m por suas trajet\u00f3rias, compet\u00eancias e vis\u00f5es sobre o futuro da inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao apresentar sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria, Adriana aproximou empreendedorismo, lideran\u00e7a e inova\u00e7\u00e3o. Professora da Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV), ela lembrou que chegou ao tema por meio da coordena\u00e7\u00e3o de uma incubadora de empresas, da atua\u00e7\u00e3o em parques tecnol\u00f3gicos e de redes de inova\u00e7\u00e3o. Para a presidente da Anprotec, o empreendedorismo n\u00e3o deve ser confundido apenas com a cria\u00e7\u00e3o de empresas. &#8220;Empreendedorismo \u00e9 comportamento; empreendedorismo \u00e9 atitude&#8221;, afirmou. &#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil falar de inova\u00e7\u00e3o sem falar de empreendedorismo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Michella Lasmar levou ao debate a perspectiva da universidade e da forma\u00e7\u00e3o de uma cultura de inova\u00e7\u00e3o. A professora da UEA defendeu que a transforma\u00e7\u00e3o das pesquisas em solu\u00e7\u00f5es exige intencionalidade, forma\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7a de mentalidade, desde a sala de aula at\u00e9 os programas institucionais. Ela apresentou a experi\u00eancia da Universidade do Estado do Amazonas na estrutura\u00e7\u00e3o de sua base de inova\u00e7\u00e3o e destacou que a rela\u00e7\u00e3o com empresas e com pol\u00edticas p\u00fablicas deve ser tratada como parte do processo de forma\u00e7\u00e3o de talentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Michella, a cultura \u00e9 condi\u00e7\u00e3o inicial para que a universidade avance nessa dire\u00e7\u00e3o. Ao citar experi\u00eancias internacionais, ela observou que modelos mais maduros integram educa\u00e7\u00e3o, pesquisa, investimento, propriedade intelectual e gera\u00e7\u00e3o de riqueza. Em um dos exemplos mencionados, afirmou que 40% das despesas de universidades e institutos de pesquisa s\u00e3o bancadas pelo governo e 60% v\u00eam de royalties gerados por pesquisas e projetos. &#8220;A cultura \u00e9 o pontap\u00e9 inicial&#8221;, resumiu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rosilda Prates trouxe a perspectiva do setor produtivo e defendeu uma aproxima\u00e7\u00e3o mais ativa entre universidades, pesquisadores e empresas. Presidente da P&amp;D Brasil, ela afirmou que o pa\u00eds disp\u00f5e de instrumentos de incentivo \u00e0 inova\u00e7\u00e3o, mas que pesquisadores, estudantes e ambientes de inova\u00e7\u00e3o precisam se apresentar \u00e0s empresas com propostas concretas, alinhadas aos desafios tecnol\u00f3gicos de cada setor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O empreendedorismo e o empresariado come\u00e7am na universidade, mas tamb\u00e9m com atitude&#8221;, afirmou Rosilda. Para ela, a aproxima\u00e7\u00e3o com o setor produtivo exige preparo, indicadores e relacionamento. Em sua avalia\u00e7\u00e3o, professores, estudantes e empreendedores podem e devem procurar empresas, conhecer seus portf\u00f3lios, entender seus desafios e apresentar solu\u00e7\u00f5es em \u00e1reas como conectividade, transforma\u00e7\u00e3o digital, eletromobilidade, sa\u00fade, agroneg\u00f3cio, defesa e sustentabilidade. &#8220;Dados e relacionamentos movem o mundo&#8221;, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ana Torkomian aprofundou o papel das universidades empreendedoras e dos N\u00facleos de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (NITs). Presidente do Fortec, ela ressaltou que o conceito de universidade empreendedora n\u00e3o se limita \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de empresas. Trata-se, segundo ela, de uma institui\u00e7\u00e3o capaz de interagir com a sociedade, proteger o conhecimento produzido internamente e criar caminhos para que esse conhecimento chegue ao mercado, seja por meio de spin-offs acad\u00eamicas, licenciamento, desenvolvimento conjunto com empresas ou transfer\u00eancia de tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Universidade empreendedora \u00e9 aquela que n\u00e3o est\u00e1 fechada na famosa torre de marfim e interage com a sociedade na qual est\u00e1 inserida&#8221;, afirmou Ana. Ela destacou que os NITs e as ag\u00eancias de inova\u00e7\u00e3o ocupam justamente essa posi\u00e7\u00e3o de interface entre a academia e o mercado, ao lidar com propriedade intelectual, parcerias e transfer\u00eancia de conhecimento. Tamb\u00e9m defendeu pol\u00edticas p\u00fablicas adequadas, com continuidade, investimento e capacita\u00e7\u00e3o, para fortalecer essas estruturas. &#8220;Em \u00faltima inst\u00e2ncia, o que a gente quer \u00e9 um pa\u00eds melhor para se viver&#8221;, completou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir da realidade amaz\u00f4nica, Tanara Lauschner chamou a aten\u00e7\u00e3o para as assimetrias regionais e para a necessidade de inserir a Amaz\u00f4nia de forma estruturante nas pol\u00edticas de ci\u00eancia, tecnologia, empreendedorismo e inova\u00e7\u00e3o. A reitora da UFAM afirmou que a regi\u00e3o Norte costuma receber uma parcela reduzida dos recursos nacionais de fomento, apesar de ocupar praticamente metade do territ\u00f3rio brasileiro e enfrentar custos e desafios espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Tanara, a Amaz\u00f4nia precisa ser compreendida como uma grande oportunidade de pesquisa e inova\u00e7\u00e3o. &#8220;A Amaz\u00f4nia \u00e9 um bem estrat\u00e9gico nacional&#8221;, afirmou. &#8220;Os desafios que n\u00f3s temos aqui s\u00e3o desafios do mundo.&#8221; Ela citou mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, recursos h\u00eddricos, qualidade do ar, log\u00edstica e conectividade como temas que atravessam a realidade regional e a agenda global. Nesse contexto, defendeu que a biodiversidade, a sociobiodiversidade, os conhecimentos tradicionais e as pessoas que vivem na regi\u00e3o estejam no centro da constru\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na condu\u00e7\u00e3o do debate, Adriana conectou as falas das painelistas \u00e0 necessidade de tratar as diferen\u00e7as regionais com pol\u00edticas adequadas. &#8220;N\u00e3o podemos tratar os diferentes de forma igual&#8221;, afirmou. A presidente da Anprotec tamb\u00e9m apresentou dados sobre os ambientes de inova\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Segundo ela, a associa\u00e7\u00e3o re\u00fane mais de 400 associados e 76 parques tecnol\u00f3gicos em opera\u00e7\u00e3o. Esses parques abrigam cerca de 3.800 empresas, com quase R$ 60 bilh\u00f5es em faturamento e mais de 80 mil empregos gerados. Entre esses postos de trabalho, afirmou que aproximadamente 30% s\u00e3o ocupados por doutores, 30% por mestres e 30% por graduados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Adriana, esses n\u00fameros mostram que os ambientes de inova\u00e7\u00e3o j\u00e1 cumprem um papel relevante na gera\u00e7\u00e3o de empresas e de empregos qualificados, bem como no desenvolvimento econ\u00f4mico, mas tamb\u00e9m indicam a necessidade de avan\u00e7ar em or\u00e7amento, crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o, carreiras, governan\u00e7a e reconhecimento institucional. Ela defendeu que universidades e institui\u00e7\u00f5es de ci\u00eancia e tecnologia incorporem a inova\u00e7\u00e3o de forma mais clara \u00e0s suas estruturas, e que pesquisadores sejam preparados para atuar tamb\u00e9m na conex\u00e3o entre conhecimento, mercado e sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O di\u00e1logo com a plateia refor\u00e7ou pontos como a estrutura\u00e7\u00e3o dos NITs, a articula\u00e7\u00e3o entre diferentes minist\u00e9rios, a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de empreendedorismo nas universidades e a diferen\u00e7a entre o tempo da academia e o das empresas. Ao final, as participantes convergiram para defender uma agenda capaz de unir lideran\u00e7a, cultura empreendedora, diversidade, pol\u00edticas p\u00fablicas e articula\u00e7\u00e3o institucional. Mais do que uma discuss\u00e3o sobre trajet\u00f3rias individuais, o painel apontou que os rumos da inova\u00e7\u00e3o no Brasil dependem da capacidade de colocar universidades, empresas, governos e ambientes de inova\u00e7\u00e3o em di\u00e1logo permanente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sobre a Confer\u00eancia Anprotec<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A 36\u00aa Confer\u00eancia Anprotec de Empreendedorismo e Ambientes de Inova\u00e7\u00e3o acontece de 29 de junho a 2 de julho, em Manaus (AM), com o tema \u201cConsolidando Ecossistemas: Empreendedorismo Inovador para a Economia do Futuro\u201d. A edi\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada pela Anprotec em parceria com o Sebrae, com organiza\u00e7\u00e3o local da Funda\u00e7\u00e3o Paulo Feitoza (FPFTech) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mediado por Adriana Ferreira de Faria, o painel reuniu representantes da UEA, da P&amp;D Brasil, do Fortec e da UFAM para discutir empreendedorismo, universidade, setor produtivo, pol\u00edticas p\u00fablicas e o papel estrat\u00e9gico da Amaz\u00f4nia. 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