{"id":1841,"date":"2026-07-01T17:19:03","date_gmt":"2026-07-01T17:19:03","guid":{"rendered":"https:\/\/anprotec.org.br\/conferencia2026\/?p=1841"},"modified":"2026-07-01T17:19:03","modified_gmt":"2026-07-01T17:19:03","slug":"internacionalizacao-de-empresas-exige-ambientes-de-inovacao-maduros-aponta-debate-na-conferencia-anprotec","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anprotec.org.br\/conferencia2026\/internacionalizacao-de-empresas-exige-ambientes-de-inovacao-maduros-aponta-debate-na-conferencia-anprotec\/","title":{"rendered":"Internacionaliza\u00e7\u00e3o de empresas exige ambientes de inova\u00e7\u00e3o maduros, aponta debate na Confer\u00eancia Anprotec"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Roda de conversa mediada por Romildo Toledo reuniu experi\u00eancias da Petrobras, do Parque de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos e da Universidade Federal de Lavras sobre a prepara\u00e7\u00e3o de empresas brasileiras para atuar globalmente.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Manaus (AM), 1\u00ba de julho de 2026<\/strong> \u2013 A roda de conversa &#8220;Ambientes de Inova\u00e7\u00e3o como Vetores da Internacionaliza\u00e7\u00e3o de Empresas&#8221;, realizada nesta quarta-feira (1\u00ba) durante a 36\u00aa Confer\u00eancia Anprotec de Empreendedorismo e Ambientes de Inova\u00e7\u00e3o, discutiu o papel de parques tecnol\u00f3gicos, incubadoras e universidades na prepara\u00e7\u00e3o de startups e empresas inovadoras para competir no mercado internacional. Mediado por Romildo Toledo, diretor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Anprotec e diretor executivo do Parque Tecnol\u00f3gico da UFRJ, o debate reuniu representantes da Petrobras, do Parque de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (PIT) e da Universidade Federal de Lavras (UFLA).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao abrir a conversa, Romildo situou a internacionaliza\u00e7\u00e3o como uma agenda ligada \u00e0 competitividade dos ecossistemas de inova\u00e7\u00e3o, mas ressaltou que o avan\u00e7o depende do grau de maturidade dos ambientes. Para ele, a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas reconhecer a import\u00e2ncia de levar empresas ao exterior, mas tamb\u00e9m avaliar se os ecossistemas est\u00e3o preparados para isso. &#8220;A pergunta parece simples, mas fazer isso n\u00e3o \u00e9&#8221;, disse. Ele tamb\u00e9m lembrou o peso da academia no ecossistema brasileiro, ao destacar que 70% do ecossistema de inova\u00e7\u00e3o nacional tem origem nas universidades. Empresas que conseguem atender grandes compradores, acrescentou, j\u00e1 demonstram um n\u00edvel importante de preparo, pois passam a responder a exig\u00eancias mais r\u00edgidas de compliance, governan\u00e7a e entrega.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Coordenadora de Projetos de P&amp;D Corporativo da Petrobras, Tiara Andrade Oliveira Bicalho apresentou a companhia como um ecossistema de inova\u00e7\u00e3o e detalhou o programa de inova\u00e7\u00e3o aberta Conex\u00f5es para Inova\u00e7\u00e3o, cujo m\u00f3dulo de startups \u00e9 conduzido em parceria com o Sebrae. Segundo ela, as exig\u00eancias t\u00e9cnicas e de compliance da estatal ajudam a qualificar as empresas para enfrentar desafios mais amplos. Ao passar por esse processo, a empresa demonstra capacidade de atender a padr\u00f5es elevados. &#8220;Isso j\u00e1 a coloca em outro patamar&#8221;, afirmou. Para Tiara, esse amadurecimento tamb\u00e9m aproxima as empresas dos mercados internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tiara tamb\u00e9m apresentou uma nova frente de atua\u00e7\u00e3o voltada ao investimento direto em empresas de base tecnol\u00f3gica. A iniciativa, estruturada em parceria com o BNDES e a Finep, prev\u00ea recursos de cerca de R$ 500 milh\u00f5es para empresas voltadas \u00e0 sustentabilidade, \u00e0 transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e \u00e0 descarboniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na sequ\u00eancia, Mariana Gomes, gerente de Estrat\u00e9gia e Inova\u00e7\u00e3o do Parque de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, tratou a inser\u00e7\u00e3o internacional como uma escolha estrat\u00e9gica de longo prazo, constru\u00edda ao longo da trajet\u00f3ria do PIT. O parque mant\u00e9m h\u00e1 20 anos uma parceria com a ApexBrasil para promover as exporta\u00e7\u00f5es. Segundo ela, a agenda avan\u00e7ou porque, desde o in\u00edcio, as lideran\u00e7as do parque entenderam a internacionaliza\u00e7\u00e3o como parte da competitividade das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mariana descreveu iniciativas em duas frentes. O Smart Take Off prepara empresas residentes para atuar em outros mercados, enquanto o soft landing recebe empresas estrangeiras no ambiente do parque. Ela tamb\u00e9m defendeu que os resultados fossem avaliados com base em m\u00e9tricas mais amplas do que o volume de exporta\u00e7\u00f5es. Para a gerente, a participa\u00e7\u00e3o em eventos internacionais deve ser vista como etapa final de um processo de amadurecimento, n\u00e3o como ponto de partida. Antes de investir em uma miss\u00e3o ou feira, a empresa precisa incorporar a internacionaliza\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria estrat\u00e9gia. &#8220;O evento internacional vem por \u00faltimo&#8221;, resumiu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Mariana, essa agenda s\u00f3 se sustenta com articula\u00e7\u00e3o entre institui\u00e7\u00f5es. Ela afirmou que a atua\u00e7\u00e3o em rede permite transformar contatos em parcerias concretas, com presen\u00e7a cont\u00ednua nos espa\u00e7os onde est\u00e3o os parceiros estrat\u00e9gicos. &#8220;\u00c9 mais do que ter um plano de trabalho. \u00c9 olhar no olho e querer construir junto&#8221;, completou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir da perspectiva acad\u00eamica, Paulo Henrique Leme, diretor de Inova\u00e7\u00e3o e Tecnologia da Pr\u00f3-Reitoria de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o da UFLA, levou o debate sobre a forma\u00e7\u00e3o de empresas a partir das universidades e apresentou o programa Inova\u00e7\u00e3o UFLA. Segundo ele, a universidade destinou R$ 18 milh\u00f5es de seu or\u00e7amento pr\u00f3prio para financiar projetos de jovens pesquisadores. O programa aprovou 141 projetos entre 162 propostas e exige que cada grupo entregue resultados de inova\u00e7\u00e3o al\u00e9m dos artigos cient\u00edficos, com mentoria desde as primeiras etapas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Leme, o principal desafio \u00e9 cultural. Ele provocou os participantes a refletir sobre se as universidades s\u00e3o inovadoras em sua ess\u00eancia ou se essa agenda ainda permanece concentrada em n\u00facleos e ambientes espec\u00edficos. Tamb\u00e9m defendeu que a forma\u00e7\u00e3o empreendedora chegue aos pesquisadores de maneira mais direta, inclusive com orienta\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas sobre startups, empresas, limites do servidor p\u00fablico e participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria de professores. &#8220;Tenho que explicar o b\u00e1sico&#8221;, relatou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O diretor tamb\u00e9m distinguiu os pap\u00e9is de pesquisadores e de empreendedores nesse processo. Segundo ele, o professor contribui para a forma\u00e7\u00e3o, a pesquisa e o desenvolvimento do conhecimento, enquanto a chegada da solu\u00e7\u00e3o ao mercado depende da atua\u00e7\u00e3o de empreendedores e de empresas. Para Leme, a consolida\u00e7\u00e3o dessa cultura depende de pol\u00edticas de longo prazo, como ocorre em pa\u00edses que estruturaram estrat\u00e9gias cont\u00ednuas de inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No di\u00e1logo com a plateia, os participantes discutiram a import\u00e2ncia de instrumentos p\u00fablicos mais alinhados \u00e0 realidade das empresas de base tecnol\u00f3gica. Mariana resumiu a demanda dos ambientes de inova\u00e7\u00e3o ao defender que programas federais e estaduais adotem indicadores mais alinhados \u00e0 natureza dos neg\u00f3cios que apoiam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao encerrar a roda, Romildo Toledo destacou a complementaridade das experi\u00eancias apresentadas. Para ele, Petrobras, PIT e UFLA mostraram perspectivas diferentes sobre a inser\u00e7\u00e3o internacional de empresas, da forma\u00e7\u00e3o de spin-offs acad\u00eamicas \u00e0 atua\u00e7\u00e3o em ambientes mais maduros, passando por pol\u00edticas de inova\u00e7\u00e3o aberta voltadas a empresas nascentes. &#8220;Foi muito produtivo e acho que vamos avan\u00e7ar muito nessa dire\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Sobre a Confer\u00eancia Anprotec<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A 36\u00aa Confer\u00eancia Anprotec de Empreendedorismo e Ambientes de Inova\u00e7\u00e3o acontece de 29 de junho a 2 de julho, em Manaus (AM), com o tema \u201cConsolidando Ecossistemas: Empreendedorismo Inovador para a Economia do Futuro\u201d. A edi\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada pela Anprotec em parceria com o Sebrae, com organiza\u00e7\u00e3o local da Funda\u00e7\u00e3o Paulo Feitoza (FPFTech) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roda de conversa mediada por Romildo Toledo reuniu experi\u00eancias da Petrobras, do Parque de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos e da Universidade Federal de Lavras sobre a prepara\u00e7\u00e3o de empresas brasileiras para atuar globalmente. 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