{"id":1811,"date":"2026-06-30T21:55:15","date_gmt":"2026-06-30T21:55:15","guid":{"rendered":"https:\/\/anprotec.org.br\/conferencia2026\/?p=1811"},"modified":"2026-06-30T21:55:15","modified_gmt":"2026-06-30T21:55:15","slug":"deep-techs-ciencia-mercado-e-os-desafios-da-inovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anprotec.org.br\/conferencia2026\/deep-techs-ciencia-mercado-e-os-desafios-da-inovacao\/","title":{"rendered":"Deep techs: ci\u00eancia, mercado e os desafios da inova\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Segundo painel do \u201cSebrae Convida\u201d aborda como estruturar e impulsionar deep techs<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Manaus, 30 de junho de 2026 \u2013<\/em> Transformar conhecimento cient\u00edfico em solu\u00e7\u00f5es de mercado, superar desafios de infraestrutura, proteger a propriedade intelectual e atrair investimentos. Esses foram alguns dos temas discutidos no segundo painel do Sebrae Convida, realizado durante a 36\u00aa Confer\u00eancia Anprotec, com o tema <strong>&#8220;Da pesquisa \u00e0 escala: o que realmente faz uma startup deep tech dar certo?&#8221;<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com media\u00e7\u00e3o de Philippe Figueiredo, analista de Inova\u00e7\u00e3o do Sebrae Nacional, o painel reuniu Daniel Pimentel, cofundador e diretor da Emerge; Caio Perecin, diretor de Opera\u00e7\u00f5es do Centro de Bioneg\u00f3cios da Amaz\u00f4nia (CBA); Pamella Santa Rosa, CEO da Amazonzyme Biotecnologia; e Tatiana Carestiato, pesquisadora do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Os participantes compartilharam experi\u00eancias sobre os desafios de transformar pesquisa em inova\u00e7\u00e3o, os caminhos para estruturar neg\u00f3cios de base cient\u00edfica e os fatores que impulsionam o crescimento das deep techs.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Abrindo a discuss\u00e3o, Daniel Pimentel respondeu \u00e0 pergunta que norteou o debate: o que diferencia uma deep tech dos demais neg\u00f3cios? Segundo ele, inova\u00e7\u00e3o n\u00e3o se resume \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. As deep techs utilizam conhecimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico para resolver desafios complexos e gerar solu\u00e7\u00f5es de mercado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Daniel explicou que esses modelos de neg\u00f3cios surgem na intersec\u00e7\u00e3o entre universidade, ci\u00eancia e mercado. Ter doutores na equipe, patentes ou uma forte base cient\u00edfica s\u00e3o caracter\u00edsticas importantes, mas n\u00e3o suficientes para definir uma deep tech. Para ele, o principal diferencial est\u00e1 na busca por solucionar problemas cient\u00edficos relevantes e criar tecnologias com alto potencial de impacto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele comentou a falta de deep techs no Brasil em compara\u00e7\u00e3o a outras na\u00e7\u00f5es, e refor\u00e7ou a import\u00e2ncia de utilizar as iniciativas de apoio existentes: \u201cPrecisamos, para al\u00e9m de reclamar do que est\u00e1 acontecendo, criar essas empresas, abra\u00e7ar essa indigna\u00e7\u00e3o e percorrer o caminho para viabilizar medicamentos brasileiros, sat\u00e9lites brasileiros e tecnologias brasileiras\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pamella Santa Rosa compartilhou sua trajet\u00f3ria como bi\u00f3loga, mestre e doutora em biotecnologia at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o da Amazonzyme Biotecnologia. A startup atua com solu\u00e7\u00f5es voltadas para setores industriais, desenvolvimento de produtos e an\u00e1lises em biotecnologia. Segundo ela, um dos maiores desafios foi compreender como transformar a pesquisa cient\u00edfica em um produto ou servi\u00e7o que atendesse \u00e0s necessidades do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela ressaltou ainda que um dos principais aprendizados foi traduzir a linguagem cient\u00edfica para uma linguagem compreendida por investidores e parceiros, desenvolvendo tamb\u00e9m compet\u00eancias em gest\u00e3o e neg\u00f3cios. Para Pamella, a ci\u00eancia nasce nas universidades, mas o pesquisador precisa aprender a enxergar seu trabalho tamb\u00e9m sob uma perspectiva empreendedora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO primeiro passo \u00e9 realmente sair do laborat\u00f3rio e conversar com potenciais clientes para identificar se aquilo que estamos pesquisando resolve um problema. Porque \u00e9 isso que vai fazer uma deep tech crescer: resolver uma dor real e gerar valor\u201d, disse a CEO.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ecossistema de inova\u00e7\u00e3o, infraestrutura e apoio \u00e0s empresas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caio Perecin destacou o papel das institui\u00e7\u00f5es de ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o na aproxima\u00e7\u00e3o entre conhecimento cient\u00edfico e mercado. Segundo ele, essas organiza\u00e7\u00f5es ajudam a conectar a biodiversidade ao desenvolvimento de novos neg\u00f3cios, encurtando caminhos e facilitando a gera\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es inovadoras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAs deep techs trazem um diferencial que pode crescer muito, especialmente quando associadas \u00e0 nossa biodiversidade: o nosso grande diferencial competitivo aqui no Brasil\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Centro de Bioneg\u00f3cios da Amaz\u00f4nia atua no desenvolvimento de neg\u00f3cios baseados na biodiversidade amaz\u00f4nica em parceria com universidades, pesquisadores e atores da cadeia produtiva, promovendo um modelo de desenvolvimento sustent\u00e1vel para a regi\u00e3o. A institui\u00e7\u00e3o conecta grandes empresas e startups e oferece infraestrutura como laborat\u00f3rios de formula\u00e7\u00f5es, estudos em biomateriais e outros servi\u00e7os de apoio tecnol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao abordar as principais lacunas enfrentadas pelas deep techs, Caio afirmou que equipamentos de alta tecnologia e laborat\u00f3rios adequados s\u00e3o fundamentais para que as solu\u00e7\u00f5es alcancem a escala exigida pelos investidores. Segundo ele, existem mecanismos de apoio na Amaz\u00f4nia, como recursos do Sebrae, editais da Finep, Fundo Amaz\u00f4nia e outras iniciativas de fomento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele destacou que o acesso aos servi\u00e7os do CBA foi simplificado por meio da Funda\u00e7\u00e3o Universitas, que disponibiliza em seu site formul\u00e1rios&nbsp; e-mail e agenda para reuni\u00f5es t\u00e9cnicas. Embora a atua\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja restrita \u00e0 regi\u00e3o Norte, a prioridade da institui\u00e7\u00e3o \u00e9 fomentar neg\u00f3cios que utilizem de forma sustent\u00e1vel a biodiversidade amaz\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Propriedade intelectual, investimento e os desafios das deep techs<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tatiana Carestiato destacou que a propriedade intelectual \u00e9 um elemento estrat\u00e9gico para empresas que atuam em ambientes altamente competitivos. Segundo ela, o papel do INPI \u00e9 estimular a inova\u00e7\u00e3o por meio da prote\u00e7\u00e3o de patentes, softwares, desenhos industriais e circuitos integrados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisadora explicou que o instituto tem ampliado sua atua\u00e7\u00e3o nacional por meio de superintend\u00eancias regionais, acordos de coopera\u00e7\u00e3o e programas de capacita\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de desenvolver metodologias mais acess\u00edveis para pesquisadores e empreendedores. Os acordos internacionais tamb\u00e9m possibilitam que inova\u00e7\u00f5es brasileiras sejam protegidas em outros pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tatiana ressaltou que o Brasil produz um volume significativo de pesquisa cient\u00edfica, mas ainda enfrenta dificuldades para transformar esse conhecimento em produtos e solu\u00e7\u00f5es para a sociedade. Nesse contexto, a propriedade intelectual funciona como uma ponte entre a pesquisa e a inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTemos um pa\u00eds muito rico e com muito potencial. Se acreditarmos na prote\u00e7\u00e3o da propriedade industrial como uma das formas de gerar valor para as nossas inven\u00e7\u00f5es, teremos um futuro muito promissor.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela alertou que muitos pesquisadores deixam a prote\u00e7\u00e3o da inven\u00e7\u00e3o para o final do processo, quando j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 mais tempo para registrar a patente. Segundo a pesquisadora, a estrat\u00e9gia de prote\u00e7\u00e3o deve ser pensada desde a fase de idealiza\u00e7\u00e3o, incluindo buscas em bases de patentes para verificar se determinada solu\u00e7\u00e3o j\u00e1 existe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s os testes iniciais em laborat\u00f3rio, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 realizar o dep\u00f3sito da patente antes das pr\u00f3ximas etapas de desenvolvimento. Na fase de comercializa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m \u00e9 importante proteger a marca e o desenho industrial. Ela lembrou que o instituto oferece mentorias gratuitas e programas de capacita\u00e7\u00e3o em parceria com o Sebrae.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Equipes, capital e o futuro das deep techs<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao discutir os fatores que impulsionam o crescimento das deep techs, Pamella afirmou que a tecnologia \u00e9 o principal ativo dessas empresas, sendo necess\u00e1rio validar a solu\u00e7\u00e3o, comprovar seu diferencial competitivo e demonstrar seu potencial de escala. Ao mesmo tempo, destacou que equipes multidisciplinares s\u00e3o indispens\u00e1veis para reunir pesquisadores, profissionais de neg\u00f3cios e especialistas de diferentes \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No terceiro bloco do debate, Pamella tamb\u00e9m abordou o desafio da reten\u00e7\u00e3o de talentos. Segundo ela, as startups precisam de profissionais tecnicamente preparados, mas tamb\u00e9m capazes de lidar com mudan\u00e7as constantes e com a velocidade caracter\u00edstica do ambiente de inova\u00e7\u00e3o. Para a empreendedora, a palavra que melhor define esse perfil \u00e9 resili\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Daniel Pimentel afirmou que n\u00e3o existe uma f\u00f3rmula \u00fanica para o sucesso das deep techs e destacou a import\u00e2ncia do ecossistema de apoio formado por institui\u00e7\u00f5es como Sebrae e Anprotec. Segundo ele, as solu\u00e7\u00f5es desenvolvidas precisam demonstrar potencial de retorno significativo, apresentar vantagens competitivas de acordo com o cen\u00e1rio existente no mercado e justificar os riscos inerentes ao investimento em tecnologias de base cient\u00edfica. Ele tamb\u00e9m ressaltou a import\u00e2ncia de equipes diversas e de ambientes favor\u00e1veis \u00e0 inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Encerrando o painel, Daniel destacou que o Brasil j\u00e1 desenvolveu importantes deep techs ao longo de sua hist\u00f3ria e afirmou que tanto o pa\u00eds quanto a Amaz\u00f4nia possuem grande potencial cient\u00edfico, tecnol\u00f3gico e empreendedor para impulsionar novos neg\u00f3cios de base tecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sobre a Confer\u00eancia Anprotec 2026<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A 36\u00aa Confer\u00eancia Anprotec de Empreendedorismo e Ambientes de Inova\u00e7\u00e3o acontece de 29 de junho a 2 de julho, em Manaus (AM), com o tema <strong>&#8220;Consolidando Ecossistemas: Empreendedorismo Inovador para a Economia do Futuro&#8221;<\/strong>. A edi\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada pela Anprotec em parceria com o Sebrae, com organiza\u00e7\u00e3o local da Funda\u00e7\u00e3o Paulo Feitoza (FPFTech) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo painel do \u201cSebrae Convida\u201d aborda como estruturar e impulsionar deep techs Manaus, 30 de junho de 2026 \u2013 Transformar conhecimento cient\u00edfico em solu\u00e7\u00f5es de mercado, superar desafios de infraestrutura, proteger a propriedade intelectual e atrair investimentos. 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